Sofrimento também em Buíque

O município de Buíque, também localizado no Sertão, completa o retrato de descaso com a saúde pública nas cidades mais pobres do Brasil. Para conseguir ser atendido por um médico na Casa de Saúde Senador Antônio Farias, em frente à prefeitura, o paciente precisa chegar na madrugada. No entanto, o sacrifício não é garantia de atendimento. Muita gente volta para casa sem a consulta ou é obrigada a procurar socorro em outras cidades. A dona de casa Maria Monteiro dos Santos, 72, gemia com uma dor na perna. Esperava a ambulância da prefeitura para ir a Arcoverde. “Sofro de osteoporose e trombose e não encontro médico aqui. Faz dez anos que estou nessa situação. Precisei pagar R$ 280 para ser atendida por um médico particular”, reclamou.

De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Fernanda Camêlo, irmã do prefeito, a situação é crítica. “É de chorar. Neste mês, para fazer o pagamento dos profissionais, pedimos mais dinheiro ao prefeito. Diante da situação enfrentada por vários municípios, não podemos atrasar os pagamentos porque os médicos acabam indo para as cidades que oferecem mais pelos plantões e pagam no dia certo. No fim das contas, a população da cidade, que é muito pobre, acaba sendo a maior prejudicada”, ressaltou a secretária.

Com uma população de aproximadamente 53 mil moradores, Buíque conta com dez unidades de saúde da família, uma unidade de saúde indígena e a Maternidade Alcides Cursino, que funciona como hospital filantrópico. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, 215.640 médicos atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), em serviços públicos municipais, estaduais e federais. Esse total representa 55,5% dos 388.015 médicos com registros ativos no Conselho Federal de Medicina (CNM).

Fonte: Diario de Pernambuco

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