JC – Qual sua prioridade à frente do complexo?
RICARDO LIMA – Poderia dizer que as prioridades são muitas. Mas temos um programa de residência médica de grande relevância social, com risco de ser suspenso, devido aos leitos desativados no Huoc e ao fechamento do Cisam para reforma. Temos prazo a cumprir frente à Comissão Nacional de Residência Médica para preservação dos programas. A comunidade está ciente do problema e precisamos juntar esforços para solucioná-lo. Chamaria essa prioridade de emergencial.
JC – Qual o maior problema dos hospitais universitários hoje?
RICARDO LIMA – Os grandes problemas do SUS são financiamento e gerenciamento de recursos. Todo o sistema precisa de mais investimento, mas a solução não é só injetar mais recursos. A solução é mais recursos com melhor gerenciamento. Temos que olhar para o futuro e promover mudanças. Copiar modelos testados e vitoriosos e investir em qualidade. O objetivo da UPE é melhorar o gerenciamento dos limitados recursos.
JC – Como o senhor pretende melhorar esse gerenciamento?
RICARDO LIMA – Otimizando os gastos e unificando serviços que no momento são feitos pelas três unidades.
JC – Como será feita a integração dos hospitais?
RICARDO LIMA – Os hospitais da UPE funcionavam de maneira independente. Na maioria das vezes, o mesmo problema acontecia nas três unidades e eram dadas três soluções independentes. Acho que a superintendência pode integrar essas ações e procurar soluções únicas. Com isso, haverá desperdício menor de energia e economia de recursos. A integração é importante para evitar duplicidade de ações e aumento de custos. Mas a integração é mais complexa e também envolve a academia e a pesquisa. A visão tem que ser ampla e universal.
JC – E como seria essa integração no campo acadêmico?
RICARDO LIMA – Os hospitais são universitários. Devem prestar assistência, mas também têm que servir à academia na formação de recursos humanos e na pesquisa, que são os pilares da universidade. Temos vários cursos de graduação e pós-graduação, e o hospital serve a todos esses alunos. É um modelo complexo, não pode ser visto como um simples hospital de assistência. Temos que ser bons em assistência e em ensino. A missão da universidade frente aos seus hospitais tem uma dimensão ampla.
Fonte: JC



