SPA Olinda: infraestrutura precária, falta de insumos e equipamentos marcam visita do Simepe, na segunda (5)

Encerrando as visitas realizadas pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) às unidades de saúde de Olinda na última segunda-feira (5), os diretores Bruno Lôbo e Rodrigo Rosas estiveram no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Olinda, antigo SPA Peixinhos.

Na unidade, foram identificadas dificuldades relacionadas à falta de equipamentos essenciais e à infraestrutura. A Pediatria, apesar de ter sido finalizada em agosto deste ano, ainda não está em funcionamento. Já na Clínica Médica, há apenas um leito de Sala Vermelha, o que limita a capacidade de atendimento diante de mais de um caso agudo simultaneamente.

Outro problema identificado foi a ausência de equipamento de raio-X na própria unidade. Pacientes que precisam realizar o exame são encaminhados ao Hospital do Tricentenário, localizado em frente ao SPA, e precisam retornar à unidade para dar continuidade ao atendimento.

“A ausência de um equipamento de raio-X dentro de uma unidade de pronto atendimento é uma situação muito preocupante. Hoje, o paciente que precisa realizar o exame precisa atravessar a rua, ir até o Hospital do Tricentenário, fazer o procedimento, registrar a imagem no próprio celular e retornar para que o médico possa avaliar o resultado. Isso não é uma estrutura adequada para oferecer uma assistência de qualidade”, afirmou o diretor Bruno Lôbo.

A unidade também enfrenta um problema crônico de abastecimento de água. Segundo informações verificadas durante a visita, é necessário contratar mais de um caminhão-pipa por dia para suprir a demanda dos atendimentos, nos dias em que não há abastecimento público. Enquanto isso, a cisterna permanece interditada, aguardando reparos, após suspeita de contaminação por esgoto urbano.

“É muito grave que profissionais e pacientes estejam expostos a uma situação como essa. A falta de água, a necessidade constante de caminhões-pipa e uma cisterna interditada por suspeita de contaminação mostram que existem riscos que precisam ser enfrentados imediatamente pelo poder público. Não podemos considerar essas condições normais para uma unidade de saúde”, afirmou Rodrigo Rosas.

O Simepe reforça sua preocupação com a situação das unidades de saúde de Olinda e cobrará ações efetivas e céleres do poder público municipal para solucionar os problemas identificados.

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