Startups mostram novos produtos

As microempresas estão com presença marcada na feira HospitalMed. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Porto Digital foram os provedores dessa ideia e criaram o espaço Startup Health especialmente para esta edição. “É importante aproximar o mercado de saúde – que é mais conservador – e essas empresas menores, com ideias inéditas, modernas e inovadoras. O setor só tem a se beneficiar”, considera o coordenador do espaço, Marcos Oliveira. O jovem CEO da startup Senfio – de apenas um ano -, Elyr Teixeira, está apresentando um aparelho de monitoramento de temperatura de ambientes e equipamentos. O microempreendedor é pernambucano, mas achou melhores oportunidades no Rio de Janeiro, onde começou seu trabalho. “É um produto de serviço simples, mas para o controle de qualidade de uma cliníca muito importante. Como, por exemplo, manter vacinas na temperatura certa”, explica. Teixeira conta que, em média, o desperdício pode custar em torno de R$ 120 mil ao estabelecimento. Além desse aparelho, ele está lançando um higienizador de mãos. “Atualmente, 50%das contaminações que ocorrem nos blocos cirúrgicos são por causa da má higiene. Isso é grave, mas a solução é simples”, explica. E, para conseguir tirar sua ideia do papel, Teixeira conta que investiu R$ 400 mil. Ele conta que o público-alvo de seus produtos não está em Pernambuco e diz que o mercado local ainda é muito conservador. Outro jovem que está ingressando no ramo é o CEO da startup Salvus – genuinamente pernambucana e com 10 meses de funcionamento, Maristone Gomes. Ele conta que está lançando um aparelho de monitoramento de cilindros de oxigênio. A máquina mede, monitora e racionaliza eletronicamente o uso do gás. Atualmente, a reposição e o controle desses equipamentos são feitos manualmente e as empresas não têm ideia do quanto é desperdiçado. Para conseguir aplicar sua ideia, Gomes precisou desembolsar R$ 30 mil e dedicação integral ao projeto. “Esperamos que o retorno venha nos próximos meses. Estamos confiantes com relação ao nosso produto e acredito que na feira teremos mais visibilidade e a possibilidade de agregar serviços ao mercado tradicional hospitalar”, comenta. Ou seja, pequenas medidas podem não só diminuir custos, como também melhorar a qualidade do atendimento. Pensando nisso, as startups estão apostando mesmo nas “pequenas soluções para grandes problemas”.

Fonte: Folha de Pernambuco

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