SUS: sistema único de saúde

O Brasil enfrenta algumas características que dificultam a prestação de assistência à saúde de sua população. Somos um País com dimensões continentais, temos a 7ª economia do mundo e também somos a 5ª nação mais populosa do globo. Quando dividimos a nossa riqueza pelo número de habitantes (renda per capita), constatamos que não podemos nos considerar um país rico. A verdade é que somos muito menos ricos do que a maioria dos brasileiros pensa. Existe ainda um outro agravante importante que é a péssima divisão de nossa renda. Assim, por um lado, temos cerca de 30 milhões de cidadãos com renda igual e até superior a dos povos ricos. Do outro lado, grande parte dos brasileiros é pobre. Infelizmente, inclusive, ainda existem muitos que estão vivendo abaixo da linha da pobreza. A escassez de recursos contribui para que estejamos mais expostos às doenças. Entre outras dificuldades, a maioria das habitações brasileiras não tem serviço de esgoto. Um outro fato que deve ser mencionado é que o Brasil é o País mais populoso do mundo a oferecer atendimento a saúde gratuito a toda população. Todos temos direito de ter acesso, de SUS: sistema único de saúde graça, ao nosso sistema de saúde. Em 1985 foi criado o SUDS, que posteriormente passou a ser denominado de SUS, o Sistema Único de Saúde. Tratase de um sistema descentralizado, com contribuições e atribuições dos tipos de governo: federal, estadual e municipal. Apesar dos problemas que enfrentou e que ainda enfrenta, o SUS melhorou de maneira significativa em vários índices da saúde dos brasileiros. Diminuição acentuada das mortalidades infantil e das gestantes, da mortalidade cardiovascular, menor necessidade de internamento hospitalar, melhor assistência as doenças crônicas com diabetes e hipertensão, etc. Um dos objetivos principais do SUS é tratar bem estas duas últimas condições, bem como diminuir a incidência e a mortalidade pela tuberculose pulmonar e pela hanseníase. Talvez a mais importante ação que o SUS tenha realizado foi a introdução dos agentes de saúde. Pessoas selecionadas entre os membros da própria comunidade e, que após serem devidamente treinadas, passam a visitar periodicamente as famílias locais. A periodicidade destas visitas é mensal, podendo serem mais frequentes caso houver necessidade como o caso de haver um morador doente, por exemplo. São várias ações que o agente de saúde pode fazer em benefício da saúde d comunidade. Ensinar hábitos saudáveis fiscalizar o comparecimento às consultas médicas quando necessárias e a verificação se as medicações estão send usadas corretamente. Fazer diagnósticos precoces de algum doença como hipertensão e diabetes também é papel desses profissionais. Hoje, os agentes de saúde são componentes da chamadas Equipes de Saúde d Família – um grupo multidisciplinar composto por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e os agentes d saúde. Ultimamente houve acréscimo de profissionais da saúde bucal. Cada conjunto tem a obrigação d dar cobertura de até mil famílias. O cálculo atual é de que mais de 62% da população seja atendida por este sistema Mais de 20% dos brasileiros, os mais ricos, não utilizam o SUS. São atendido pela medicina privada. Os gastos que Brasil faz com a assistência médica esto  de acordo como recomendado pelas instituições internacionais, cerca de 9% d PIB. Porém, a parte que cabe aos governos é menor do que seria o recomendável. Isto, inclusive, é um responsável pela defasagem tecnológica que existe entre o SUS e a medicina privada.

Fonte: Folha de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas