Essas células de defesa são conhecidas como anticorpos amplamente neutralizantes e foram isoladas a partir de pessoas não tratadas que falharam ao tentar controlar a própria infecção por HIV durante muitos anos. Elas não conseguem ajudar as pessoas que as produzem, mas sua existência indica que uma série de mutações criaram uma população diversa e crescente do vírus durante a infecção. A equipe testou a injeção dos anticorpos amplamente neutralizantes em modelos de camundongos “humanizados”. Como o HIV não consegue se multiplicar no organismo desses animais, eles adquiriram cobaias que deliberadamente tinham seu sistema imunológico mutilado e reconstruído com células-tronco humanas. Após infectar os camundongos com o HIV, o grupo testou cinco diferentes anticorpos, isolados de seres humanos e produzidos artificialmente como anticorpos monoclonais em culturas de laboratório. A eficácia terapêutica e os seus efeitos a longo prazo sobre a infecção por HIV-1 em humanos só poderão ser avaliados em ensaios clínicos.
Efeitos colaterais
De acordo com o artigo, os pesquisadores acreditam que, por ser um produto natural produzido a partir de seres humanos, os efeitos colaterais não deverão ser muitos.
Nussenzweig acredita que entre as principais vantagens da nova terapia em relação às atualmente disponíveis é o efeito a longo prazo. “Uma única injeção funcionou por dois meses em camundongos e pode ter essa duração ampliada duas ou três vezes em humanos”, afirmou.
As terapias com anticorpos se diferem de outras modalidades terapêuticas para o HIV em vários aspectos. Em primeiro lugar, os anticorpos podem neutralizar o agente patogênico diretamente.
Os pesquisadores afirmam que a combinação de anticorpos extremamente potentes podem ser eficazes na supressão do vírus em indivíduos que não toleram medicamentos anti-HIV.
Fonte: Jornal do Commercio



