Com um número cada vez maior de pessoas que sofrem acidente vascular cerebral AVC) provocado por aneuisma, um equipamento tem e tornado primordial para a prevenção de complicações esse quadro neurológico, que pode incapacitar o paciente ou levá-lo a morte. O dispositivo não tem nada em comum com exames realizados nas grandes máquinas e tomografia ou ressonância. le é portátil, rápido, indolor, não exige contraste, nem sedação. Funciona como um ultrassom. O Doppler Transcraniano, ao longo dos últimos dois anos, tornou-se o coringa” dos neurologistas m acompanhar o funcionamento das artérias do cérebro, área do corpo até pouco empo monitorada por protocolos clínicos como aferição a pressão arterial, frequência cardíaca e nível de consciência do paciente. O neurologista da Unimed e profissional habilitado para a realização do Doppler Transcraniano, Sérgio Siqueira Pinheiro, explicou que o equipamento dá mais segurança para o profissional tomar as condutas de tratamento no paciente. “O exame lê as velocidades das artérias dentro da cabeça e a gente tem parâmetros para saber se aquelas velocidades estão dentro do normal. Se houver alteração, dependendo do caso, isso implica em mudança de conduta”, contou. O principal ganho dele está na prevenção a fim de evitar sequelas ou complicações. “O upgrade é a segurança. Podemos visualizar em tempo real se houve aumento da velocidade na circulação do sangue no vaso ou se ele já esta em vaso espasmo, e assim e indicar um tratamento precoce”, comentou. O vaso espasmo é o transbordamento do sangue que deveria estar dentro da artéria para fora, e assim acaba irrigando e irritando o cérebro. O que leva a ele em geral é o aneurisma, que é uma dilatação da parede da artéria e tem causa genética. “Com o tempo e a pressão, aquela parede arterial mal formada vai cedendo e forma um saco. Este saco pode estourar e o sangue extravasa. Isso pode ocasionar uma oclusão (fechamento) dessas artérias e um AVC”, explicou. As indicações do exame são: acompanhamento de pacientes que tem sangramento de aneurisma cerebral, para pacientes que tem estreitamento de artérias dentro da cabeça, aquele que já tiveram AVC, para o monitoramento de transfusões de sangue para pacientes com anemia falciforme e também para prevenir AVC em pacientes com embolia. Apesar das facilidades o Doppler Transcraniano não substitui outros testes que mostram a anatomia dos vasos da cabeça, como a angioressonancia e a angiotomografia. Ele é um exame que se soma, é um teste funcional. Uma aplicação ainda sob estudo é o uso em pacientes com sangramento craniano provocado por acidentes. “Não existe ainda comprovação científica para o uso do doppler transcraniano para este tipo de hemorragia. Porque costuma ser uma hemorragia que, na maior parte das vezes se resolve sem dano”, disse o médico.
Fonte: Folha de Pernambuco



