A telemedicina, técnica de atendimento virtual utilizada por cardiologistas do Hospital Português, no Recife, fez surgir a Rede de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba. O projeto, que atende crianças com problemas cardiovasculares a distância, por meio de computadores e smartphones, foi retratado nas páginas deste JC, em 2015, e agora concorre ao prêmio Feac de jornalismo na categoria mídia impressa.
A ideia era encurtar a distância entre os dois Estados e criar uma rede interligada de cardiologia em período integral, com o apoio do do governo da Paraíba. A iniciativa ajudou a diminuir a “fila da morte”, que fazia várias crianças com cardiopatia congênita irem a óbito por falta de atendimento. A partir da criação do sistema, toda criança que nasce em maternidade pública da Paraíba é submetida a um exame que detecta se ela tem ou poderá desenvolver cardiopatia. E, caso necessário, ela passa a ser acompanhada por profissionais dos dois Estados.
Ao todo, 300 projetos jornalísticos participaram da seleção do prêmio. Para a jornalista Amanda Tavares, estar classificada na final já é uma grande vitória. “Não é só o reconhecimento do material produzido pelo JC, mas do profissionalismo e dedicação dos cardiologistas de Pernambuco e do governo da Paraíba”, esclarece.
O sucesso do projeto rendeu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) que, em 2015, notificou a Rede, comunicando que publicaria pesquisa científica sobre o programa.
A reportagem especial multimídia foi veiculada no JC/JC Online, Rádio e TV Jornal. As fotos são de Sérgio Bernardo, concepção gráfica de Karla Tenório e ilustrações de Thiago Lucas. Os vencedores serão conhecidos dia 1º, durante cerimônia de premiação em Campinas, SP.
Fonte: Jornal do Commercio



