Teste em humanos deve ser antecipado

WASHINGTON – O Brasil quer antecipar a fase de testes em humanos da vacina contra o vírus da zika, que estava previsto para começar em um ano, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ontem, em Washington. Segundo ele, o objetivo do governo é concluir o processo em dois anos, quando a vacina começaria a ser produzida no Brasil pela Fiocruz e colocada no mercado. Antes disso, na fase de testes, ela será fabricada pela empresa americana GE Healthcare, em parceria com a Fiocruz.

“Quando estiver pronta, a imunização será oferecida a todas as pessoas que queiram se proteger do vírus da zika”, afirmou o ministro. Mas ele ressaltou que o público principal são mulheres que tenham planos de engravidar, já que a doença pode provocar microcefalia nos fetos.

Barros pediu na segunda-feira apoio do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Tom Price, para antecipar a fase de testes em humanos. Na semana passada, foram publicados os estudos que mostraram a eficácia da vacina em macacos e camundongos.

“Identificaram vários problemas, como esterilidade, que não eram identificados antes”, disse o ministro em relação aos testes em animais. “A vacina permite reduzir muito os impactos da infecção pelo zika, evitando que haja sequelas para as pessoas que receberem a vacina.” O ministro observou que a Fiocruz não tem, no momento, estrutura para criar o banco de células master que serão usadas na fabricação do produto, que foi desenvolvido pelo Instituto Evandro Chagas em parceria com as universidades do Texas e de Washington e o National Institutes of Health (NIH), o principal centro de pesquisa médica do governo dos EUA.

Barros esteve em Washington para participar de reunião da Organização Paramericana de Saúde (Opas), organismo regional da Organização Mundial de Saúde (OMC).

O ministro também discutiu o programa Mais Médicos com representantes do governo cubano. De acordo com Barros, o número de médicos da ilha enviados ao Brasil será de 8 mil a partir de outubro. A meta é reduzir a 7.400 até 2019. Ano passado havia 11,4 mil médicos cubanos no programa. “A redução é compensada pelo aumento proporcional da parcela de profissionais brasileiros”, ressaltou.

Fonte: Jornal do Commercio

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