O novo medicamento faz parte da terceira geração de drogas para o controle da hemofilia, e é visto como um salto enorme à segurança do paciente. Diagnosticado há mais de 50 anos com a doença, Eraldo de Lima, 59, conhece e conferiu todos os avanços médicos na área. Recebeu doses de coagulante plasmático sem tratamento antiviral (1ª geração), consumiu o plasma industrializado (2ª geração) e hoje se beneficia da droga sintética (3ª geração).
Nessa jornada de sobrevivência, acabou exposto, ainda jovem, a outras doenças virais, mas se considera um vitorioso quando olha para outros familiares hemofílicos. “A maioria já morreu por conta da doença. Restou eu. Sou um vitorioso em tudo”, afirma.
Os irmãos Johnnes Henrique e Julleyo Emmanuel, 14, conhecem apenas os remédios da 2ª geração. Acompanhados da mãe Sandra Aragão, 51, os jovens viajam uma vez por mês entre Carpina, na zona da Mata, e Recife, para buscar a medicação plasmática no Hemope. O uso de remédio sintético nos jovens está sendo avaliada pelos médicos. No roteiro até a Capital, além de buscar mais drogas, a família traz os frascos utilizados. O procedimento é padrão para mostrar que estão fazendo o tratamento regular. Para a família, o segredo em conviver com a hemofilia é prudência e perseverança. Eles levam uma vida normal, com as recomendações acertadas em casa. “Jogos, filmes, computador, mas nada de bicicleta e futebol”, contou a mãe.
Fonte: Folha de Pernambuco



