Operadoras de planos de saúde de mais de 1,5 milhão de servidores federais, Geap (antiga Patronal), Cassi e Assefaz enfrentam problemas financeiros e no atendimento aos usuários. As três fecharam as contas do ano passado no vermelho e, de acordo com indicadores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tiveram no mesmo período uma grande piora na qualidade do serviço.
As empresas minimizam os problemas e, quanto à qualidade, informam que a ANS trabalha com uma base de dados errada, o que faria as reclamações terem um peso maior do que de fato têm, na comparação com o total de usuários.
O segmento de autogestão, em linhas gerais, é formado por empresas sem fins lucrativos. Elas têm representantes dos próprios servidores no comando e sua função específica é atender a essas bases. Isso traz desafios adicionais à gestão, sempre em um delicado equilíbrio. Em 2012, porém, a Geap fechou o ano no vermelho em R$ 260 milhões e a agência reguladora decidiu intervir na operadora, que atende a 855 mil usuários.
Nos casos da Cassi, ligada aos funcionários do Banco do Brasil, e da Assefaz, do Ministério da Fazenda, o que chama a atenção até agora é a mistura de resultado financeiro negativo no ano passado e a piora dos índices de qualidade calculados pela ANS.
A Cassi fechou o ano passado com um déficit de R$ 107,6 milhões. E foi exatamente no início de 2012, segundo o Índice de Reclamações da ANS, que a empresa registrou cada vez mais queixas, até ficar quase 50% acima da média do segmento. O caso da Assefaz, porém, é ainda mais gritante.
Fonte: Jornal do Commercio



