LOTAÇÃO Excesso de pacientes provocou muitas reclamações, ontem. Em nota, a direção da unidade afirma não ter capacidade para atender com qualidade a demanda da população
A emergência da maternidade do Imip estava lotada na noite de ontem. Na sala da recepção, grávidas aguardavam atendimento e muitas se queixavam da demora. A espera para algumas passava das 12 horas.
A dona de casa Janaína Marques de Moura, de 30 anos, disse que deu entrada na unidade às 6h30. Ela está com 38 semanas de gestação, considerada de alto risco. “Fui atendida por um médico no 6º andar, que me encaminhou para a emergência, onde eu seria internada para fazer o parto”, disse. Às 21h, ela ainda aguardava atendimento.
Em outro caso, a jovem Jéssica Cunha Matoso, 20 anos, chegou por volta das 14h e, até à noite, não havia recebido atendimento. “Minha filha fez uma ultrassom hoje (ontem) e não havia batimento do feto. A médica mandou ela vir para o hospital. Aqui no Imip, foi vista por uma médica, que colocou uma pulseira amarela nela e disse que ia fazer novos exames. Mandou que ela voltasse para a sala de espera”, disse a mãe da jovem, Lucilene Santiago dos Santos, 38 anos.
Enquanto a reportagem do JC apurava as denúncias, o funcionário do hospital, que se identificou como Valdécio Correia, supervisor da recepção e portaria, expulsou a equipe do local, alegando que seguia ordens da diretoria e que havia uma lei que proibia a imprensa de ficar naquele local. Nem o carro da reportagem entrou no estacionamento. Os acompanhantes vieram até a calçada para fazer as denúncias. O funcionário não soube informar sobre qual regulamento ele se referia.
Em nota, o Imip informou que envia, há seis meses, um relatório diário para a Central de Regulação de Leitos, comunicando a situação da maternidade e que não tem capacidade para atender, com qualidade que deseja, a demanda da população que procura os seus serviços.
Fonte: Jornal do Commercio



