O mercado de suplementos alimentares está em alta. A sensação que se tem é de quem há lojas do segmento em cada esquina. De fato, o setor está em crescente expansão no Estado, com estimativa de mais de dez novas lojas abrindo as portas só no Recife em 2013. Considerado essencial por boa parte dos malhadores, principalmente de alta performance, os ingredientes crescem a passos largos a sua entrada no dia a dia dos malhadores, principalmente com a mudança de cultura de que “melhores ganhos não são conquistados apenas com alimentação”. O grande entrave, ainda, é o custo. Há eficácia, mas os produtos não são baratos.
Segundo a nutricionista esportiva e personal trainner da Academia Corpo Livre, Laiz Cabral, considerando a renda média da populaçao brasileira, alguns suplementos ainda têm um custo elevado. “E hoje, ainda há, de fato, predominância de produtos internacionais, o que eleva o investimento de quem quer melhorar o corpo. Porém, é possível encontrar no mercado grandes marcas nacionais confiáveis, mais econômicas e até mais eficazes que algumas linhas de produtos internacionais”, pontuou.
Segundo ela, com o excesso de trabalho e a rotina agitada da atualidade, está cada vez mais difícil realizar uma alimentação adequada e que atenda às recomendações nutricionais do praticante regular de exercícios físicos, que estão aumentadas. “Dependendo do nível de exercícios, ainda é possivel obter resultados através apenas da alimentação, porém é necessário muito mais dedicação e disciplina, difíceis de manter nos dias atuais”, destacou. “E hoje a indústria dos suplementos está bastante evoluída e tem capacidade para atender as necessidades do atleta”, garantiu.
Para o estudante de publicidade Lucas Moraes, os resultados da musculação precisam de suplementos para serem positivos. Os gastos com os produtos chegam a quase R$ 500 mensais. “Como tenho facilidade de perder peso, preciso de hipercalóricos para complementar a dosagem de calorias diárias para que eu não emagreça. E ainda tem os repositores energéticos, proteínas e creatina, que são os itens que fazem que todo o meu esforço na academia não seja desperdiçado”, descreveu.
De fato, fazer uma pessoa investir entre R$ 100 e R$ 150 em um pote de Whey Protein é quase que um processo de levar uma cultura ao cliente. “Quem treina com suplementação sabe que os resultados são muito diferentes na comparação do não uso. Porém, algumas confusões causam dúvidas em parte da clientela, como a creatina, que chegou a ser proibida, mas liberada para comercialização depois de testes comprovarem que não há efeitos colaterais. E tudo isso precisa ser informado”, explicou o presidente do Grupo VitaBrasilnet, Rogério Numeriano.
Fonte: Folha de Pernambuco



