Ninguém deveria ser obrigado a colocar a própria vida em risco para ir justamente a um hospital. Mas os pacientes e funcionários que necessitam chegar a pé ao Pelópidas da Silveira, no bairro do Curado, Jaboatão, têm que dividir espaço com os carros, motos e caminhões que passam em altíssima velocidade pela BR-232 ou usar a estrutura precária de uma passarela que deveria dar acesso seguro à unidade de saúde, mas está oficialmente interditada há mais de dois meses.
A passagem provisória de madeira foi instalada em abril de 2013. Além de ainda não ter sido substituída por uma definitiva de alvenaria, como deveria ter acontecido, a ligação teve suas entradas bloqueadas por barras de ferro, por segurança, depois que uma tábua cedeu sob os pés da técnica de enfermagem Ana Priscilla da Silva, que trabalha no hospital.
A funcionária ficou pendurada e sofreu escoriações na perna direita e uma entorse no joelho, mas escapou com vida, por sorte. “Foi um susto grande. Acho que a tábua estava podre porque não havia buraco no local onde pisei.”
Diante de uma escolha difícil – a BR ou a passarela – muitos optam por se contorcer entre as barras e usar a passarela. Outros, como Cleonildo Oliveira, que passa no local três vezes por mês para levar a mulher ao hospital, atravessa a rodovia e pula o muro de um metro que divide as pistas.
A empresa responsável pela obra, a construtora Mills, informou que o uso inadequado da estrutura por cavalos, carroças e motos acelerou o desgaste. A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que ainda não há prazo para o término da instalação da passarela definitiva.
Fonte: Diario de Pernambuco



