Segundo a coordenadora do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Oiapoque, Geany Borges, pelo menos 16 pessoas estão fazendo fisioterapia, em função da ckikungunya, no sistema público de saúde. Quando a dor não cessa, essa é a forma de tratar a doença. De acordo com ela, os sintomas mais relatados são o desconforto intenso nas articulações e dificuldades para caminhar, que aparecem 24h após a picada do mosquito. Segundo Geany, ainda não há registro de pessoas no INSS. “Porém o número de atestados tem aumentado consideravelmente”, completa.
De acordo com ela, já houve casos de pessoas que contraíram a chikungunya e dias depois positivaram para dengue. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ricardo Lourenço, especialista em aedes aegypti, explica que os vírus das duas doenças são muito distantes, por isso é possível ter ambas, principalmente quando o mosquito é endêmico. Segundo ele, na Ásia e na Índia houve descrições detalhadas sobre a transmissão concomitante. “Um mesmo mosquito infectado também pode transmitir as duas numa mesma picada”, diz.
O Ministério da Saúde informou que a co-infecção não acontece com freqüência, apesar de possível. O contágio das duas doenças, no entanto, não torna o caso mais grave.
Fonte: Diario de Pernambuco



