Uma super doadora de leite humano

SAÚDE Técnica em enfermagem de 31 anos doou 335 litros de leite nos últimos oito meses, é considerada maior doadora do Brasil e quer agora entrar para o Guiness Book

CARUARU – Uma moradora de Quipapá, no Agreste, quer bater o recorde mundial de doação de leite humano. Ontem, Michele Rafaela Maximino, 31 anos, doou 9,5 litros, totalizando 335 litros nos últimos oito meses. Segundo ela, que pretende entrar para o Guinness Book, o atual recorde mundial é da americana Alicia Richman, que doou 325 litros em dez meses. Para marcar o fato inusitado e o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, comemorado hoje, Michele Maximino recebeu flores e certificado de gratidão da Maternidade Jesus Nazareno, em Caruaru, na mesma região, onde fez a maior parte das doações.

Considerada a maior doadora de leite materno do Brasil, a técnica em enfermagem chegou a produzir três litros de leite por dia. Atualmente esse volume fica entre 1,2 e 1,5 litro. A média registrada nas maternidades, por doação, é de 200 a 250 ml.

“Comecei a doar quando minha filha estava com seis meses de idade. Ela nasceu prematura e tinha muito leite sobrando. Fiquei sensibilizada quando vi que muitas mulheres não tinham leite suficiente para seus filhos”, conta. Segundo ela, a superprodução de leite aconteceu também após o nascimento dos seus outros dois filhos, hoje com 3 e 14 anos.

A quantidade de leite é tão grande que ela e o marido pretendem colocar o fato no Guinness Book, o livro dos recordes. “Quando pegarmos esta última declaração, vamos fazer o fast track, que é um registro rápido, uma das etapas para conseguir entrar para o livro dos recordes”, explica o marido, o professor Ederval Trajano, 41.

Como na cidade de Quipapá não há banco de leite, Michele Rafaela se descola até Caruaru para deixar o material, que fica armazenado em vidros, em um freezer. A retirada para doação é feita com o excedente, pois a filha de um ano de dois meses, Mariana Sofia, também mama. Os 9,5 litros de leite doados ontem foram colhidos de terça-feira até ontem.

Apesar de ficar feliz com as doações, a diretora da Maternidade Jesus Nazareno, Flora Raquel, faz ressalvas à atitude. Segundo a diretora, a hiperprodução de leite da é um problema hormonal e precisa ser investigada. “Nossa orientação é que ela procure fazer um tratamento, se for o caso”, alerta Flora Raquel.

Ontem, após a doação, Michele ficou na unidade de saúde para iniciar os exames. O marido adiantou que as doações só serão interrompidas, caso a mulher apresente algum problema grave de saúde. Referência no atendimento a pacientes de risco, a Maternidade Jesus Nazareno conta com 30 doadoras de leite.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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