A ANS esclarece que os beneficiários dos planos de saúde suspensos não terão o atendimento prejudicado. O prazo de suspensão da comercialização de novos produtos das 28 empresas vai durar três meses. Quem descumprir esse prazo será multado em até R$ 250 mil. Para que os planos suspensos possam voltar a ser vendidos, as operadoras punidas devem cumprir os prazos máximos de atendimento previstos na RN nº 259.
As quatro empresas punidas em Pernambuco pertecem ao segmento de medicina de grupo. Flávio Wanderley, presidente regional da Abramge (Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo), diz que a questão básica é a baixa oferta de mão de obra de serviços de assistência médica para o desenvolvimento da rede credenciada na velocidade exigida pela RN nº 259 da ANS.
Ele ressalta como fato positivo a reabilitação da Viva Planos de Saúde, que constou na lista anterior e conseguiu redimensionar a rede. “Isso é importante porque a operadora saiu da lista, se recuperou e voltou ao mercado.” Wanderley acredita que a medida adotada pela ANS vai fortalecer a concentração do mercado nas médias e grandes empresas, que têm escala para suprir as dificuldades de redimensionamento da rede.
Para Renê Patriota, coordenadora executiva da Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Planos de Saúde de Pernambuco), a suspensão da venda de planos de saúde não resolve o problema assistencial dos usuários. Ela acrescenta que as medidas são insuficientes porque não existe fiscalização do órgão regulador para aplicar multa nas empresas que continuam vendendo planos de saúde sem garantir o atendimento. Ela cobra da ANS mais transparência para informar os consumidores quais as empresas têm dificuldade de atendimento. (R.F.)
Fonte: Diario de Pernambuco



