O Ministério da Saúde planeja mudar a vacinação de grávidas a partir de meados do próximo ano. Elas devem manter duas doses da vacina contra difteria e tétano (dT) e tomar uma dose da dTpa (difteria, tétano e coqueluche purificada), explica a coordenadora em exercício do programa estadual de imunizações, Ana Catarina Melo.
Na Austrália, Europa e Estados Unidos, os adultos são vacinados contra a coqueluche, garantindo, assim, uma proteção na família completa.
Este ano a Secretaria Estadual de Saúde registrou 103 casos de coqueluche, sendo que dois evoluíram para morte. No ano passado foram 261 adoecimentos e seis óbitos em Pernambuco.
Para 2014 é aguardada ainda, no calendário do Sistema Único de Saúde, a inclusão das vacinas contra hepatite A, para crianças com 1 ano de idade, e a que protege do papilomavírus (HPV), causador do câncer de colo do útero. Essa última deve ser liberada, neste primeiro ano apenas para garotas de 11 a 13 anos de idade.
TÉTANO
Com distribuição restrita há cerca de três meses, a vacina contra difteria e tétano (dT) para adultos só deve ter sua distribuição normalizada pelo Ministério da Saúde ao longo deste mês.
Readequação do Instituto Butantan (São Paulo), único produtor, afetou a entrega, argumenta o ministério. Por enquanto, em Pernambuco, o estoque com redução de 50%, tem sido reservado para atender grávidas e acidentados, os com maior risco de adoecimento. Mais de 144 mil doses foram repassadas pelo programa nacional de imunização ao Estado, nos meses de outubro e novembro.
De janeiro até agora a Secretaria Estadual de Saúde notificou sete casos de tétano acidental, com quatro mortes. Em 2012 foram 11 casos confirmados e seis óbitos. Causada por uma bactéria, a doença pode ser adquirida a partir de ferimentos na pele.
Fonte: Jornal do Commercio



