Vacina contra dengue chega até a R$ 900

Chega hoje ao Recife a vacina Dengvaxia, a primeira liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o combate à dengue no País. Quem optar pela imunização, que só estará disponível em clínicas privadas da capital, terá que desembolsar um valor entre R$ 750 e R$ 900 pelas três doses do imunizante.

Produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, única empresa com registro já aprovado para comercialização do produto no Brasil, a vacina será disponibilizada para pessoas entre 9 e 45 anos. As doses devem ser aplicadas com intervalo de seis meses cada.

O primeiro lote com 1.000 vacinas chega em três unidades da Cidrim Vacinas. A primeira dose já está disponível nas unidades do Pina, na Zona Sul da capital, e de Casa Forte, na Zona Norte. A partir de amanhã, a Dengvaxia também será comercializada na unidade da Madalena, Zona Oeste da cidade.

Segundo o gerente da Cidrim, Ludovico Freitas, a procura é grande. As doses, que custam, individualmente, de R$250 a R$ 300, podem ser pagas de uma única vez, de acordo com ele. “Este é apenas o primeiro momento. Essas vacinas são para esta semana. Mas garantimos que todas as doses estarão disponíveis para os clientes”. Já na clínica Vaccine, as doses devem ser oferecidas ainda esta semana. A empresa não informou valores.

De acordo com os estudos, a proteção é de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de pouco mais de 60% contra todos os tipos de vírus da doença. A vacina, que previne a dengue, não imuniza contra a chicungunha nem contra a zika, doenças que também têm o mosquito Aedes aegypti como transmissor em comum.

Autorizada no Brasil para comercialização na última semana, a Dengvaxia causou polêmica em outras cidades do País. Após denúncias referentes ao valor, a Anvisa divulgou nota reforçando que o preço por cada dose contra a dengue não pode passar do intervalo de R$ 132,76 a R$ 138,53, valores máximos definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para a venda do produto às clínicas de vacinação e também ao consumidor.

A agência lembrou, no entanto, que as clínicas também podem cobrar pelo serviço de aplicação e pelo armazenamento do produto, daí a recomendação para que o cliente peça a nota fiscal com a discriminação dos preços de cada um desses serviços.

Se o valor cobrado for maior que o teto máximo estabelecido pela CMED, o estabelecimento estará sujeito a sanções, como multa, que pode variar entre R$ 590 e R$ 8,9 milhões. Denúncias relacionadas ao preço da vacina devem ser encaminhadas para o e-mail cmed@anvisa.gov.br.

Ainda segundo a Anvisa, clínicas e serviços de imunização devem repassar ao consumidor a vacina pelo preço exato pelo qual foi adquirida pelo fabricante.

Os Estados ainda não falam sobre doses gratuitas. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin afirmou que não pretende adquirir a vacina contra a dengue produzida pelo laboratório Sanofi Pasteur. Segundo ele, o governo paulista pretende utilizar a vacina que está sendo produzida pelo Instituto Butantan, ainda em fase de testes.

Fonte: Jornal do Commercio

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