RIO e RECIFE – A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza começa hoje e, pela primeira vez, professores das redes pública e privada também serão beneficiados. A mobilização contra a gripe, que ocorre até 26 de maio, também tem como público-alvo pessoas com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a 4 anos, trabalhadores da área de saúde e do sistema prisional, povos indígenas, gestantes e mulheres até 45 dias após o parto. O público recifense, no entanto, não deve se apressar.
No Recife, os profissionais de saúde serão imunizados de hoje até a próxima sexta-feira (21). Somente depois os demais grupos prioritários poderão se vacinar em uma das unidades de saúde da família, incluindo as Upinhas, unidades básicas tradicionais e policlínicas da Prefeitura do Recife. O Dia D acontecerá em 13 de maio para a população em geral. A meta é vacinar pelo menos 90% do público-alvo
Em nota, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que os professores precisam ser imunizados, pois “são profissionais que têm contato com dezenas de alunos diariamente, ficando expostos à contaminação”.
A Secretaria estadual de Educação lembra que jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas e os adolescentes do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) também fazem parte do grupo que tem prioridade. De acordo com o órgão, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e a Secretaria estadual de Saúde é que determinam o público-alvo da campanha.
A vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no país: A/H1N1, A/H3N2 e influenza B. De acordo com o Ministério da Saúde, 60 milhões de doses foram adquiridas, e 21,1 milhões já foram distribuídas aos diversos estados do país.
Os grupos prioritários devem se vacinar todos os anos, já que a imunidade contra os vírus cai progressivamente. Além disso, o vírus da gripe passa por mutações frequentes. Por isso, regularmente, a Organização Mundial da Saúde faz uma previsão de quais serão os vírus que devem circular no inverno dos hemisférios Norte e Sul, com base em amostras de pacientes coletadas em centros de sentinela distribuídos em todo o mundo.
Fonte: Jornal do Commercio



