Verão será da febre Chikungunya

O consultor do Ministério da Saúde (MS) para arboviroses, o infectologista Carlos Brito, acredita que haverá um boom de casos de chikungunya no início de 2016. Para ele, a doença – que até então tem 1.483 casos suspeitos, 288 confirmados e 360 descartados, e outros 40 de coinfecção com dengue – vem passando, assim como ocorreu com o zika vírus, por uma subnoticação no Estado. “Os atendimentos de pacientes com chikungunya vem aumentando significativamente nas emergências do Estado e da RMR. Se a gente verificar os dados de Garanhuns e Inajá, por exemplo, cidades onde começaram os primeiros surtos da doença, já temos um número crescente. O ano da chikungunya começou e tende a piorar nos próximos dois meses”, alertou. O infectologista comentou que as ações de bloqueio na transmissão das arboviroses devem ser ininterruptas. Até porque teremos outra prova de fogo: o Carnaval que já iniciou as prévias. Com a grande circulação de pessoas, de várias partes do País e do Mundo, essas viroses podem ser exportadas para outras regiões onde ainda não há epidemia. Sobre a microcefalia, Brito acredita que haverá uma tendência de diminuição nas notificações de casos nos próximos boletins. Isso porque o pico da exposição da epidemia do zika vírus foi em março deste ano, e do segundo semestre em diante houve uma redução do quadro do vírus. Contudo, se não houver controle do vetor neste inicio de ano, pode haver novo surto de microcefalia entre setembro e novembro de 2016. Brito foi um dos convidados do “Fórum Pernambuco Zika Vírus: Mitos e Verdade”, promovido pelo Cremepe e Simepe. O presidente do Simepe, Mário Jorge destacou que os governos estadual e federal têm sido ágeis em contornar os efeitos do surto de zika e microcefalia. “Mas o desenvolvimento sanitário do País ainda deixa a desejar. É uma negligência governamental nacional quando se pensa em saúde pública”, afirmou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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