Um médico veterinário foi preso pelo Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) com ketamina, uma substância química de efeito anestésico habitualmente usada em veterinária e que, segundo a polícia, era vendida por ele como o psicoativo ecstasy. Alberto da Costa Campos Neto, de 44 anos, conhecido como Dentista, estava no estacionamento de uma lanchonete na avenida Rosa e Silva, no bairro dos Aflitos, na Zona Norte do Recife, quando foi abordado por uma equipe da especializada, na última sexta-feira. Com ele, foram apreendidos 424 comprimidos de Ketamina e um frasco contendo a mesma droga na forma líquida. A ação foi divulgada ontem pela Polícia Civil (PC). O médico veterinário vinha sendo investigado há uma semana. Os policiais receberam denúncias de que Alberto comercializava comprimidos de ecstasy. A constatação de que a droga apreendida era ketamina foi feita após uma análise realizada pelo Instituto de Criminalística (IC). A droga era vendida por valores que variavam entre R$ 30 e R$ 100, dependendo do consumidor. A ketamina é usada como anestésico para cavalos e outros animais de grande porte. É a primeira vez que a substância é apreendida em forma de comprimidos em Pernambuco. Os investigadores acreditam que os comprimidos eram fabricados pelo médico veterinário. De acordo com o delegado João Leonardo Cavalcanti, do Denarc, ela foi encontrada anteriormente na forma líquida. O delegado destacou que a droga apreendida iria ser vendida em casas de show, camarotes no carnaval e em raves, festas de música eletrônica. Ele lembrou que a comercialização da ketamina sem receita médica é proibida. “Veterinários, casas que comercializam produtos para animais ou similares, que vendam a ketamina sem receita, também podem ser acusadas de tráfico de intorpecentes”, Alertou. Os policiais explicaram que tanto o ecstasy quanto a ketamina possuem efeitos semelhantes, que causam alucinações. A ketamina, no entanto, é uma droga potente e pode ter um efeito danoso, causando depressão e transtornos psiquiátricos nos seres humanos e até provocar a morte, dependendo da quantidade. Na unidade policial, Alberto que é sócio de um bar na rua do Futuro, no bairro dos Aflitos negou-se a falar sobre o crime. Alegou que iria se pronuncia apenas perante a Justiça. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes. Após a realização dos procedimentos legais, foi encaminhada ao Cotel.
Fonte: Folha de Pernambuco



