Viva sáude sofre críticas

Em direção fiscal, como consequência de sérios problemas econômico-financeiros, a Viva Saúde, que hoje atende cerca de 50 mil vidas, vem causando muita insatisfação aos usuários e prejuízos milionários aos prestadores de serviço no Estado. As queixas dos consumidores são inúmeras: lentidão na liberação de autorizações, falta de médicos, rede restrita de atendimentos de urgência, emergência, clínicas e laboratórios.

O leitor André Portela, através da Voz do Leitor, deste JC, denuncia que cirurgias têm sido canceladas sem aviso prévio e conta que já foi várias vezes à Viva solicitar autorização de exame e deparou-se com o sistema fora do ar. “Ninguém resolve”, relata. “E todo mês eu pago os boletos. A Viva deveria fechar já que não consegue cumprir os serviços”, reclama.

A dona de casa Lúcia Rodrigues sofre por problema semelhante. A filha dela, cliente da Viva, é portadora de lúpus e precisa, a cada três meses, realizar uma bateria de exames – mas Lúcia tem tido muita dor de cabeça para conseguir as autorizações. “Estão me dando dez dias úteis para conseguir essas autorizações, é um absurdo”, protesta. A dona de casa diz que paga cerca de R$ 120 por mês e não possui mais psicólogos e psiquiatras à disposição para acompanhar a filha.

O aposentado João Carlos Spinelli está na batalha pelos direitos da esposa. Ela sofreu um acidente e teve que esperar cinco meses para conseguir fazer uma cirurgia na mão. Por causa da demora, a operação não teve o resultado esperado e a companheira dele, com muitas dores, está no aguardo há dois meses para marcar uma consulta. “Dizem que o médico está de férias. Só fazem solicitar protocolos”, lamenta.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Mardônio Quintas, “existe atualmente um descredenciamento em massa e um débito acumulado junto aos prestadores que alcança um volume preocupante, de R$ 55 milhões”. Além disso, não há atualmente atendimento nas especialidades necessárias em quantidade suficiente para atender a todos.

Procurada, a Viva Saúde pronunciou-se apenas através de nota: “Comunicamos que continuamos funcionando normalmente com os atendimentos direcionados para o Hospital De Ávila e Centros Médicos QualiViva, situados nas Graças, Madalena, Piedade e Olinda, promovendo também a implantação de novos centros médicos e de diagnósticos na Av. Agamenon Magalhães, no Derby, e em Petrolina (Sertão)”. E disse estar “trabalhando para oferecer a cada dia um serviço de melhor qualidade e uma reestruturação de sua rede assistencial”.

No processo de direção fiscal, é nomeado um diretor fiscal para levantar o passivo com os fornecedores e prestadores de serviços e avaliar a liquidez da empresa. Caso a operadora não apresente um plano de recuperação financeira consistente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pode decidir por liquidação extrajudicial.

Fonte: Jornal do Commercio

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas