Voltando a cruzar os braços

Contra medidas do governo federal, médicos de pelo menos 20 estados devem parar hoje e amanhã

Brasília – Médicos de pelo menos 20 estados devem parar hoje e amanhã em protesto contra o programa Mais Médicos, lançado há três semanas pelo governo federal. Eles também reclamam dos vetos presidenciais ao Ato Médico, lei que regulamenta a atividade da medicina no país. Os organizadores do movimento prometem que apenas atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A paralisação faz parte do calendário de greve da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Médicos de 16 estados já haviam parado na terça-feira da semana passada. “A Fenam delibera suspensão tanto do sistema público, quanto do suplementar. É uma luta geral, em nome da medicina e da população brasileiras”, afirmou em nota o presidente da Fenam, Geraldo Ferreira.

Segundo a Fenam, devem parar: Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Também há previsão de protestos em: Bahia, Maranhão, Pará e Piauí. Não há informações sobre Alagoas, Amapá e Roraima.

No dia 8 de agosto, está programada uma marcha a Brasília, quando haverá audiência pública sobre o Mais Médicos no Congresso Nacional. Após 10 de agosto, poderá ocorrer uma greve por tempo indeterminado, no caso de os médicos entenderem que não há avanços no movimento.

Até a meia-noite de domingo, 4.657 médicos entregaram toda a documentação necessária para participar do programa Mais Médicos. Deles, 3.891 têm registro no Brasil, e 766 em outros países. Para aqueles com registro no Brasil, o prazo para regularizar a inscrição acabou na meia-noite de domingo. Mas apenas 23,54% dos que começaram o processo de inscrição – 16.530 – entregaram toda a documentação.
Para eles, resta a alternativa de se inscrever em 15 de agosto. No caso dos médicos com registro em outros países, o número ainda pode aumentar, porque eles têm até 8 de agosto para entregar a documentação.

Fonte: Diario de Pernambuco

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