Preocupados com a situação da Policlínica Professor Barros Lima, após o aumento significativo do número de atendimentos provocado pela epidemia de arbovirose, médicos clínicos e pediatras reuniram-se com e a direção da unidade de saúde, na última terça-feira (16/02) para discutir o problema. A reunião foi realizada na própria policlínica, com a presença da secretária geral do Simepe, Claudia Beatriz.
De acordo com o corpo clínico da Barros Lima, a demanda cresceu expressivamente nos últimos 15 dias, cerca de 4.500 atendimentos. Diante dessa realidade, o tempo de espera para atendimento é superior a 10 horas. Os médicos alertaram que o atual cenário de saúde pública em Pernambuco é alarmante, salientando o estado de emergência decretado pelo governo, e que são necessárias soluções urgentes para resolver o problema de superlotação.
A equipe médica ainda relatou outras dificuldades, como: déficit nas escalas de plantão, escassez de medicações básicas para náuseas e dores e falta de segurança. Esses problemas refletem, principalmente, na qualidade da assistência oferecida à população. Muitos pacientes contrariados com essas condições, por vezes, descontam sua insatisfação nos profissionais do serviço.
O Simepe solicitará reunião com o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para estabelecer estratégias de enfrentamento da epidemia, assim como cobrar soluções para as condições de trabalho apresentadas no serviço. O Sindicato também denunciará a situação ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).



