Hospitais do rio recebem reforço

RIO – Os hospitais federais do Rio de Janeiro receberão mais 923 profissionais de saúde no início de fevereiro, contratados em regime de urgência. Eles vão atender nas unidades administradas pelo Ministério da Saúde, no momento em que a rede estadual passa por grave crise financeira. O processo seletivo foi anunciado ontem, durante reunião do gabinete de crise montado no núcleo do ministério no Rio.

A seleção aberta planeja recrutar 2.493 profissionais de saúde. Deste total, 1.570 vagas serão ocupadas em substituição aos servidores temporários cujos contratos vencerão em fevereiro. Ao todo, serão contratados 693 médicos, 605 enfermeiros, 580 técnicos de enfermagem, 341 analistas de gestão e 274 técnicos de suporte.

Eles trabalharão nos hospitais federais do Andaraí, de Bonsucesso, de Ipanema, da Lagoa, Cardoso Fontes e dos Servidores do Estado, além dos institutos nacionais de Cardiologia e de Traumatologia e Ortopedia.

O vínculo desses profissionais terá duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação por até dois anos. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, 120 leitos cirúrgicos e 34 de unidades de terapia intensiva serão abertos com o reforço de pessoal. Haverá ainda, segundo ele, um acréscimo de 300 internações clínicas e 300 internações cirúrgicas por mês. As contratações custarão R$ 130,9 milhões por ano em 2016 e 2017.

“Na prática, é como incluir um novo hospital de porte médio na cidade do Rio”, disse Beltrame. Apesar das contratações anunciadas e da ajuda financeira de R$ 155 milhões à rede estadual, oferecida em dezembro, os hospitais administrados pelo governo federal também passam por dificuldades.

O Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras (zona sul), reduziu o atendimento de pacientes de alta complexidade. O Hospital Federal de Ipanema, zona sul, teve que reduzir a quantidade de cirurgias para conseguir receber mais pacientes crônicos.

“Toda crise envolve esforços extraordinários e as unidades podem sair das rotinas normalmente estabelecidas. A orientação para esses hospitais é que eles acolham os pacientes. Mudanças no perfil (do atendimento prestados pelos hospitais) podem acontecer”, afirmou o secretário.

O secretário de Estado da Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Junior, disse considerar o reforço de pessoal anunciado pelo ministério como “um apoio importante”.

Fonte: Jornal do Commercio

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