Pernambuco confirmou o zika vírus em 12 bêbes com microcefalia. As informações foram divulgadas, na tarde desta quarta-feira (3), em coletiva de imprensa na sede Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os exames foram feitos pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz. Nas crianças, foi encontrado o anticorpo lgM no líquido cefalorraquidiano (LCR), o que indica a contaminação. Os kits sorológicos foram cedidos pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Ainda segundo a Secretaria de Saúde, outros 28 exames estão sendo realizados, mas as confirmações de LCR contaminado pelo zika vírus só serão divulgadas nos próximos dias. Sobre a descoberta da primeira transmissão sexual, a SES informou que ainda não houve confirmação absoluta no Brasil de que o zika é uma doença sexualmente transmissível, mas que as prevenções sobre o uso de camisinha durante o ato sexual irão funcionar como em campanhas de prevenção a Aids e outras doenças.
Já sobre o aleitamento materno, não há nenhuma recomendação em Pernambuco sobre impedir uma mãe com sintomas de zika amamentar o filho. A Secretaria argumentou que, neste momento, não há nenhuma informação científica comprovada que impeça a mulher de amamentar.
Balanço
Ainda no balanço divulgado, nesta quarta-feira (3), pela SES, de 1º de agosto de 2015 até o dia 30 de janeiro de 2016, 1.447 casos foram notificados em Pernambuco. Desse total, 543 (37,5%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) para microcefalia. Ao todo, 153 casos foram confirmados como microcefalia e 135 foram descartados.
Também foram registrados oito casos de bebês natimortos e quatro que vieram a óbito logo após o nascimento. Destaca-se que nenhum dos casos teve microcefalia como causa básica de morte. Os óbitos foram de residentes dos municípios de Recife (03), Ipojuca (03), São Lourenço (01), Bodocó (01), Bom Jardim (1), São Caetano (1), Ipubi (1) e Petrolina (1).
Exantema
Desde que a notificação de casos de gestantes com exantemas foi tornada obrigatória, no período de 02 de dezembro de 2015 a 30 de janeiro de 2016, 88 municípios do Estado notificaram 994 casos de gestantes com esse quadro clínico. Desse total, 10 gestantes apresentam confirmação de microcefalia intraútero.
Vale salientar que a notificação das mulheres com exantema não significa, necessariamente, que elas são casos suspeitos de dengue, chikungunya ou zika, já que outros fatores podem ter ocasionado as manchas vermelhas (rubéola, intoxicação, alergia ou alguma outra virose). O exantema também não é indicativo que a mulher terá um bebê com microcefalia.
Fonte: Folha de Pernambuco



