Aumenta intoxicação por medicamentos no estado

O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) registrou, de janeiro a agosto deste ano, 588 casos de intoxicação por medicamentos. O número é preocupante: representa um aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2015, quando 373 casos foram atendidos pela central telefônica do órgão. Segundo o Ceatox, chama a atenção também o crescimento de 55% do número de ocorrências que envolvem exclusivamente crianças (0 a 9 anos) e adolescentes (10 a 19): saiu de 223, em 2015, para 347 em 2016.

“O aumento das ocorrências com crianças e adolescentes pode refletir o armazenamento inadequado dos medicamentos ou o uso indiscriminado. Os pais ou responsáveis precisam saber que deixar remédios em locais de fácil acesso, como criados-mudo ou balcão do banheiro, representa um sério risco para esse público, principalmente as crianças, que podem confundir com confeitos”, alerta a pediatra e coordenadora do Ceatox-PE, Lucineide Porto. Ela ressalta a importância de alertar para o uso de remédios sem orientação de um médico ou com o uso da dosagem errada, o que pode prejudicar ainda mais o quadro dos meninos e jovens.

De acordo com Lucineide Porto, os medicamentos precisam ser armazenados em locais altos ou em recipientes trancados. Quando os adultos forem tomar um remédio ou dar aos filhos, é preciso checar a dosagem correta e se o produto está dentro da validade. Em caso de dúvida, é fundamental retornar ao médico ou procurar um farmacêutico. “É importante que os medicamentos sejam armazenados nas suas embalagens originais para evitar qualquer tipo de confusão”, reforça a médica.

ORIENTAÇÃO

Em caso de intoxicação, a população e os profissionais de saúde podem tirar dúvidas pelo 0800 7226 001, central telefônica do Ceatox, que funciona 24 horas por dia. Por meio do 0800, é possível saber qual o melhor encaminhamento para cada tipo de caso. “Com o direcionamento correto, diminuímos as chances do paciente ficar com sequelas ou até vir a óbito”, esclarece Lucineide Porto. Ela ressalta que nunca se deve forçar o vômito ou usar fórmulas caseiras para resolver a situação.

Fonte: Jornal do Commercio

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