Sentir o vento no rosto em cima de uma bicicleta. Essa sensação de liberdade pode parecer simples para muitas pessoas, mas ontem ela se tornou realidade para os primeiros participantes do projeto Bike sem Barreiras. A iniciativa, viabilizada pela Uninassau com apoio da Prefeitura do Recife e Governo do Estado, tem o intuito de viabilizar bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência. São três modelos diferentes para atender aos diferentes perfis e o objetivo é levar a inclusão para pessoas que não podem pedalar na magrela tradicional.
O projeto, ainda piloto, foi posto em prática na ciclovia de turismo e lazer da Zona Norte da capital, mas a expectativa é de ampliá-lo para o interior do Estado. “Se a demanda for grande, vamos adquirir novas bicicletas. Estamos em conversação com a prefeitura e com o governo para ampliar o projeto para outros municípios e locais do Recife”, antecipou o diretor de Responsabilidade Social da Uninassau, Sérgio Murilo Filho, à frente da iniciativa.
Para tirar a ideia do papel, a Uninassau investiu em torno de 10 mil dólares (R$ 34 mil) para aquisição das bicicletas e para montar o estande onde funciona o bicicletário. A partir de agora, todos os domingos e feriados haverá um ponto fixo na Praça Edgar Amorim, em frente ao Parque da Jaqueira, na Avenida Rui Barbosa, com as magrelas e instrutores para auxiliar os participantes.
O paratleta Emídio Fernando Costa de Oliveira, que integra a equipe de vôlei sentado do Náutico, foi um dos primeiros a testar o equipamento adaptado. Ele teve paralisia infantil e usa cadeira de rodas. Sorridente, ele cruzou a ciclofaixa conduzindo a magrela, chamada de handbike, por ter os pedais nas mãos, junto ao freio e às marchas.
“Sempre quis experimentar uma dessas. É um sensação gostosa de liberdade”, descreveu. “O único problema é que essa bike é cara, se não eu compraria uma para mim. Ainda bem que tenho essa opção gratuita aqui”, acrescentou.
Além das pedaladas, houve espaço para cuidar da saúde. Uma tenda foi montada com equipes de fisioterapia, enfermagem e nutrição. “As pessoas que chegarem terão atendimento prévio de alongamento, massagem, avaliação nutricional, aferição de pressão. Temos também espaço kids para que os participantes possam trazer os fillhos”, explicou.
Fonte: Jornal do Commercio



