Chikungunya chega ao arquipélago de Fernando de Noronha

O primeiro caso de febre chikungunya de Fernando de Noronha foi confirmado na última quarta-feira. A informação foi divulgada no boletim de arboviroses divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde. Uma equipe do órgão vai viajar para o arquipélago na próxima semana para investigar a ocorrência. A secretaria quer saber se é um caso autóctone, ou seja, a doença se originou na ilha ou se foi importado, isto é, quando a pessoa é contaminada em outro local.
De acordo com a gerente de Controle das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, o caso de chikungunya em um morador da ilha já foi confirmado por exame. “A coleta foi feita no Recife, mas indica endereço residencial de Fernando de Noronha. Vamos viajar para saber se é um caso importado, já que os moradores do arquipélago viajam constantemente, principalmente para o Recife, Natal e João Pessoa”, explicou. Informações do perfil do paciente, como sexo e idade, não foram divulgadas.

Fernando de Noronha aparece ainda como a localidade com a maior taxa de incidência de dengue no estado. O boletim revela uma taxa de incidência de 5% da população. Dos 2.930 moradores do distrito estadual, foram registrados 148 casos suspeitos. As informações são baseadas no número de casos por 100 mil habitantes, ou seja, foi analisada a proporção entre o tamanho da população e os registros. “Calculamos fazendo uma divisão dos casos prováveis pelo número de habitantes e, depois, multiplicamos por 100 mil. Como Noronha não chega a ter 100 mil moradores, a taxa acaba ficando maior, mas não quer dizer que tenha tantos casos assim lá”, esclareceu Claudenice Pontes. O município de São Vicente Férrer, no Agreste, teve a menor incidência, com 0,3% dos habitantes infectados. A população local é de 17.763 e houve 56 casos suspeitas.

Dengue
Em uma semana, o estado registrou cerca de 5 mil novos casos de dengue. O novo boletim de arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde revelou que, entre 3 de janeiro e 9 de abril deste ano, 55.502 casos suspeitos da doença foram registrados. No boletim da semana passada, haviam 50.030 notificações. No mesmo período de 2015, foram notificados 44.764 casos, ou seja, houve um aumento de 24%. “É importante lembrar que, no ano passado, não tínhamos uma notificação específica para zika vírus, que era notificado como dengue”, ressaltou Claudenice Pontes.

Fonte: Diario de Pernambuco

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