Com a medicação em dia

Em 2011, quando o governador Eduardo Campos investiu pesado através de uma política de incentivos fiscais, o Polo Farmacoquímico de Pernambuco começou a ganhar forma como um empreendimento de classe mundial, dando nosso Estado como o único do Brasil a concentrar numa só iniciativa os pontos favoráveis à recepção de indústrias do setor. Seis anos depois, por sobre uma longa temporada de crises nesse setor estratégico para o País – sobretudo com as denúncias de irregularidades na administração da Hemobrás, investigada pela Polícia Federal na “Operação Pulso”, deflagrada em dezembro de 2015-, o polo mostra saúde empresarial estimulada pela administração pública e recebe reforços de peso como o anúncio, neste mês de dezembro, da instalação de uma fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos no Complexo Industrial Portuário de Suape.

O cronograma desse empreendimento em Pernambuco é didático, ensina como uma estrutura de produção em grande escala exige maturação de agendas apontando para um futuro menos angustiante que esses tempos de recordes de desemprego e de economia abalada levando Estados a decretarem situação de emergência econômica. A fábrica do Aché deve levar mais três anos para começar a produzir medicamentos mas já tem até data de expansão, um ano depois, quando então estará gerando 500 empregos diretos. É bom saber hoje que esse laboratório até recentemente não estava entre as novas indústrias programadas para o polo farmacoquímico de Pernambuco, além da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia-Hemobrás.

Mas tem muito mais a se contabilizar neste final de 2016 para nosso Estado, gerando animadoras previsões para 2017, como a situação do Laboratório Farmacêutico de Pernambuco que está saindo de uma fase de estagnação para ampliação da produção. Esse é um caso especial de retomada porque lá longe, com o início do primeiro polo farmacoquímico do Brasil, era anunciada a presença de cinco grandes empreendimentos, entre os quais o Lafepequímica tendo como especialidade a produção de antirretrovirais, com a observação de que se tratava de um empreendimento em estudo. Pois bem, o estudo agora vira realidade com a previsão de que nos próximos dois anos a estatal pernambucana vai investir, através de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo, na produção de dois antirretrovirais usados no tratamento da aids.

Esse é um momento precioso para o Lafepe porque destrava aquele “em estudo” de 2011, mas para o Polo Farmacoquímico de Pernambuco tem muito mais pela frente, como a possibilidade de a empresa do Estado receber uma planta-piloto para fazer o Insumo Farmacêutico Ativo do qual o Brasil é dependente de outros países. O estudo desse Insumo está previsto para ser concluído em novembro, mais uma razão para se receber o ano novo com a animação de quem olha para o conjunto da obra no Estado, mas com a prudência recomendada em um País que procura sair da UTI.

Fonte: Jornal do Commercio

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