Após publicar as propostas dos oitos candidatos a prefeito do Recife na área de Educação, o G1lista, nesta terça-feira (20), as promessas dos prefeituráveis para a Saúde na capital pernambucana. Até a sexta-feira (23), a reportagem traz as sugestões de governo presentes nos planos de gestão protocolados no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Além dos temas já destacados, também serão contempladas as áreas de Mobilidade Urbana, Segurança e Emprego/Renda.
A seguir, estão listadas as oito principais propostas dos candidatos para a Saúde, em ordem alfabética, de acordo com os nomes registrados no sistema de candidaturas do TRE-PE. Nos casos em que o número de promessas sobre o assunto presentes no plano foi inferior a essa quantidade, todas as proposições acabaram sendo inseridas.
Carlos Augusto (PV)
– Proceder a um zoneamento territorial da saúde no município, otimizando o atendimento emergencial e de clínica especializada por bairro e por Região Político-administrativa – RPA, garantindo atendimento rápido e de qualidade para a população.
– Aplicar, com celeridade, as novas tecnologias profiláticas contra epidemias, tais como as de combate à zika, dengue e chikungunya.
– Incentivar a implantação de farmácias fitoterápicas.
– Fortalecer e aprimorar o Programa da Saúde na Família – PSF, com estímulo contínuo a uma maior humanização nos cuidados de atendimento, priorizando a contratação de médicos generalistas (clínicos), odontólogos, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários.
– Promover a adoção de regime alimentar saudável das famílias, por meio de campanhas e introdução de nutricionistas nas equipes de apoio às unidades básicas de saúde do PSF.
– Intensificar os projetos de acessibilidade nas instituições e em espaços públicos, incentivando também a aplicação das facilidades em imóveis e espaços privados, como lojas, escolas, restaurantes, hospitais e escolas.
– Acolher os dependentes químicos em situação de vulnerabilidade para tratamento e reinserção social, com a reabertura dos centros de Prevenção e Reabilitação.
– Colocar em prática o Plano Municipal Integrado de Atenção aos usuários de Crack e outras Drogas.
Daniel Coelho (PSDB)
– Fazer funcionar o que já existe. A entrega de novos equipamentos deve ser feita quando há recursos disponíveis não apenas para obras, mas principalmente para sua manutenção.
– Buscar parcerias com diversas entidades da sociedade civil com o objetivo de potencializar ações, como parcerias com comunidades terapêuticas para tratamento de drogas.
Edilson Silva (PSOL)
– Ampliar a cobertura do Programa da Saúde na Família (PSF) para 100% da população.
– Priorizar os programas de assistência à tuberculose, hanseníase e HIV/aids.
– Garantir a oferta diversificada de contraceptivos em toda a rede de saúde.
– Implementar os serviços de assistência a vítimas de violência sexual em todas as maternidades públicas municipais.
– Garantir a implementação integral do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
– Instituir programas de redução de danos para usuários/as de drogas.
Geraldo Julio (PSB)
– Melhoria na qualidade do atendimento e ampliação da rede de Saúde, com a construção de Upinhas e unidades para oferta de serviços especializados.
– Fortalecimento da rede de saúde existente, por meio de melhorias na infraestrutura das unidades de atendimento e da capacitação dos profissionais.
– Melhoria da Rede Atenção Materno Infantil a partir da consolidação e expansão do programa, garantindo a atenção integral à saúde da mulher, com a realização de exames, consultas pré-natais e inclusão social.
– Incremento das ações preventivas de combate à proliferação de doenças causadas pelo Aedes aegypti (zika, dengue e chikungunya), garantindo a continuidade e ampliação desse trabalho de forma a assegurar o bem-estar da população.
João Paulo (PT)
– Qualificar e ampliar os serviços de saúde, a cobertura da atenção básica e o conjunto de ações da alta e média complexidade, buscando superar a desigualdade territorial na distribuição de ofertas.
– Otimizar o trabalho multi e interdisciplinar visando a integralidade do cuidado e o fortalecimento da gestão pública.
– Reimplantar o sistema de regulação e a política da assistência farmacêutica pública.
– Requalificar a relação com a saúde suplementar e a integração com as ações voltadas para o monitoramento, a prevenção e a vigilância em saúde.
– Dar uma melhor atenção ao conjunto dos profissionais da saúde, com foco na requalificação, nas formas de contratação e com a valorização da carreira pública.
– Ampliar a política de integração ensino-serviço-comunidade, envolvendo a educação permanente, a formação em serviço e a participação popular.
– Inovar na gestão e buscar ganhos de eficiência, eficácia, e efetividade das ações, o aperfeiçoamento e aprofundamento da participação, o controle social e a transparência, otimizando os recursos aplicados, bem como os sistemas de monitoramento, ouvidoria e auditoria como instrumentos de controle e diálogo com a população.
– Expandir a política municipal de práticas integrativas, com implantação de serviços na rede de saúde e distritos sanitários.
Pantaleão (PCO)
– Acabar com o comércio da saúde, por meio da expropriação dos grandes laboratórios farmacêuticos.
– Oferecer atendimento público e de boa qualidade em todas as áreas da saúde.
– Instituir Plano Nacional de Emergência, sob o controle dos trabalhadores da saúde e da população explorada em geral, por meio de suas organizações de luta, para combater as endemias e epidemias que massacram o povo brasileiro.
– Promover um SUS 100% público, estatal, gratuito e de qualidade.
– Garantir 6% do PIB para a saúde e não destinar nenhuma verba pública para hospitais privados.
– Possibilitar o acesso universal a medicamentos.
– Realizar investimentos maciços em saúde preventiva e saneamento básico.
– Descriminalizar as drogas e deslocar o dinheiro usado hoje na repressão infrutífera para campanhas de esclarecimento sobre drogas e para o atendimento aos dependentes.
Priscila Krause (DEM)
– Estabelecer padrão de atendimento nas unidades da rede municipal de saúde, evitando disparidades qualitativas entre equipamentos similares.
– Fortalecer o Programa de Saúde da Família, valorizando ações permanentes de prevenção – combate às endemias, vacinação, assistência às famílias e ampliação.
– Implementar o uso de ferramentas de Tecnologia de Informação (TI) na gestão da rede municipal, com objetivo de agilizar a marcação de consultas e exames e qualificar o atendimento à população.
– Reestruturar as 17 unidades dos Centros de Atendimento Psicossociais vinculados à Prefeitura com atenção no atendimento continuado dos usuários.
– Estruturar a logística de aquisição de medicamentos atendendo a um planejamento cauteloso construído em consonância com a demanda real da rede, evitando tanto o desperdício quanto a interrupção no fornecimento das medicações (principalmente as de uso contínuo).
– Implantar um projeto-piloto de atendimento ao idoso, o Centro Dia, local de atenção à saúde, à convivência e ao lazer, na forma estabelecida pelo Estatuto do Idoso.
– Garantir a realização do pré-natal das gestantes na rede de saúde (própria e conveniada), articulado diretamente com as maternidades municipais para que se garanta as vagas no período previsto para o parto.
– Possibilitar às mulheres com mais de 40 anos a realização anual, no mês do aniversário, de três exames preventivos: mamografia, ultrassom endovaginal e exame preventivo.
Simone Fontana (PSTU)
– Garantir verbas públicas apenas para a saúde pública.
– Acabar com o processo de privatização continuada da saúde e toda gestão privada de postos de saúde e hospitais, através das “supostas Organizações Sociais” ou de Fundações Privadas.
– Legalizar as drogas e controlar a sua distribuição pelo Estado, para acabar com o narcotráfico, além de garantir campanhas de saúde pública e o atendimento estatal de saúde aos usuários.
Fonte: G1



