Dia de saúde para a mulher no Compaz

Para se proteger do câncer de mama, a empregada doméstica Maria Dione da Silva, 51 anos, faz constantemente o autoexame. Apesar de ter consciência sobre a importância do diagnóstico precoce, ela não se submetia a uma mamografia há três anos. O mutirão realizado ontem no Compaz Governador Eduardo Campos, no Alto Santa Teresinha, pela Prefeitura do Recife e Real Hospital Português, foi a oportunidade para colocar os exames em dia.

Na manhã de ontem, 130 mulheres foram atendidas. Após passar por uma triagem e aferição de pressão, as pacientes eram conduzidas às especialidades de acordo com cada resultado. Ao todo, 100 foram encaminhadas para fazer mamografia no Real Hospital Português. “Conversei com minha patroa e vim. É ótimo ter essa oportunidade, porque pelo SUS é muito difícil conseguir. Marquei a mamografia com eles e vou poder atualizar meus exames”, afirmou Maria Dione. O evento contou ainda com oficinas de beleza, realizando limpeza de pele, maquiagem e sobrancelha gratuitamente para todas as mulheres.

Uma equipe interdisciplinar de 17 profissionais, entre oncologistas, mastologista, enfermeiros, técnicos em enfermagem, cardiologista, assistente social e administrativo, atuou no mutirão. “A gente constatou que a maioria não tem feito os exames regularmente. É importante agir com a prevenção primária, sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer, que são atividades físicas e a alimentação, e também com a prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce, quando a doença já está instalada. Esse diagnóstico deve ser feito através da mamografia”, explicou o oncologista José Fernando Prado. O especialista afirmou ainda que muitas mulheres não vão buscar o resultado da mamografia, aumentando os riscos. “Elas esquecem ou simplesmente não vão buscar. Isso contribui para o diagnóstico tardio do câncer”, ressaltou.

A mamografia é indicada para mulheres acima de 40 anos e deve ser realizada anualmente, com o objetivo de detectar lesões ainda na fase inicial, garantindo de 95% a 98% de chance de cura, segundo observa o mastologista José Peixoto.

Fonte: Diario de Pernambuco

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