Dia Mundial de Combate ao Câncer: pacientes contam como venceram a doença

Enfermidade pode surgir de diferentes formas e em diferentes idades, mas oncologista explica que mudança de hábitos pode diminuir pela metade o risco de câncer.

Desde o diagnóstico até a cura, lidar com o câncer não é uma tarefa fácil. Nesta segunda (8), Dia Mundial de Combate à doença, histórias de ex-pacientes de diversas idades mostram que é possível superar as dificuldades do tratamento, como queda de cabelo, cirurgias e mal-estar.

Deixando o avanço da tecnologia e da medicina de lado, o oncologista Bruno Pacheco afirma que é possível evitar o câncer com hábitos saudáveis. “É importante ter uma alimentação saudável, buscar realizar atividades físicas e controlar alcoolismo e tabagismo. Isso reduz as chances de câncer em 50%”, afirma.

Linfoma
Apaixonado por futebol, João Rafael, de 9 anos, descobriu um linfoma aos 6 anos com ajuda da mãe, Rafaelle Souza. “Eu estava penteando o cabelo dele, quando descobri um nódulo na nuca. Também observei que ele tinha febre todos os dias, no mesmo horário, durante uma semana e procurei o médico”, explica a responsável pela criança.

Depois de uma consulta no pediatra, o menino foi encaminhado a um infectologista e, em seguida, a um oncologista. Os seis meses de tratamento e quimioterapia foram vencidos com ajuda do esporte. “Acho que a vontade que ele tinha de jogar futebol foi essencial”, conta a mãe.

De acordo com o oncologista Bruno Pacheco, a atenção dos pais é fundamental para identificar anormalidades nas crianças. “As taxas de cura em pacientes infantis são de mais de 70%, mas é importante que os pais estejam atentos e procurem um profissional de saúde cedo”, diz o especialista.

Câncer de mama
Mesmo fazendo ultrassonografias, mamografias e exames de tireoide periodicamente, Valéria Cavalcanti, de 51 anos, descobriu um nódulo na mama dois meses depois de visitar os médicos. “Eu estava no banho, fiz o autoexame e senti. Estava tudo normal em novembro, mas depois de dois meses senti essa diferença”, conta.

A descoberta levou a paciente à quimioterapia e a uma cirurgia. Passada essa fase, foi a hora de associar a quimioterapia oral à radioterapia. “Hoje estou ótima”, comemora.

Diante da atenção da paciente, o oncologista Bruno Pacheco destaca a importância de estar atento ao próprio corpo. “O ideal é fazer o autoexame uma vez por mês, antes da menstruação. No banho, como foi o caso dela, o sabonete deixa a pele mais sensível e ajuda a encontrar nódulos”, diz.

Câncer de pele
Com ajuda da esposa, Marcelo Asfora, de 58 anos, descobriu um sinal na pele, na região da nuca, que o levou ao dermatologista. “A princípio, eu menosprezei a questão, mas depois descobri que era um câncer de pele”, afirma.

A cor mais escura e o formato diferente do sinal foram determinantes para identificar o câncer. “Eu tenho muitos sinais, não prestava tanta atenção a isso. Graças a Deus foi identificado a tempo. A cirurgia em si resolveu o problema”, diz.

Esses são os aspectos a serem observados no caso de um câncer de pele, segundo o médico. “Os sinais pretos e com formatos irregulares levantam suspeitas sobre o câncer de pele”, indica Pacheco.

Fonte: G1

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