“Diferentemente da União, onde as despesas estão em ascensão, entre os entes federativos, a despesa primária decresceu 11,2% em 2015, contra o ano anterior”, argumenta o especialista. Por unidade, ela caiu em 26 dos 27 estados, exceto o Distrito Federal. Para ele, um congelamento de gastos agora, sobre uma despesa já encolhida, impõe um esforço maior para os governos estaduais do que para os regionais. Em valores nominais, as despesas primárias de Pernambuco caíram de R$ 24,9 milhões para R$ 23,1 milhões, na passagem de 2014 para 2015.
“Haverá uma discrepância entre o gasto congelado e as demandas da população, que tendem a crescer”, comentou. Favorável à medida, o economista e sócio-diretor da Ceplan – Consultoria Econômica, Jorge Jatobá, avaliou que a medida é dura, porém necessária. “Existe um rombo monumental no gasto público, por isso a PEC é importante para conter o crescimento do problema. Existem estados em uma situação muito complicada, como o Rio de Janeiro que, caso não sejam adotados limites, podem ir à falência”, argumentou.



