Em greve, médicos municipais protestam com atendimento no Derby

Uma ação de saúde e cidadania está sendo realizada nesta terça-feira (9), na Praça do Derby, área central do Recife. Desde às 8h30, um grupo de médicos da cidade se reuniu para orientar a população sobre temas de saúde, com aferição de glicemia, pressão arterial e pesagem. A ação faz parte das atividades da greve. As reivindicações dos 450 médicos da rede municipal do Recife, que aderiram ao movimento desde o dia 21 de setembro, foram apresentadas ao público em forma de exames.

No local, ao menos 300 pessoas tiveram seus atendimentos realizados com a equipe esta manhã. As mulheres que visitaram o Derby também foram orientadas com relação ao câncer de mama, doença cancerígena mais comum entre as pessoas do sexo.

Greve dos médicos municipais
De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), os profissionais cobram da Prefeitura do Recife o cumprimento integral de um Termo de Compromisso assinado em janeiro. O documento apresentado cobra por melhorias na segurança das unidades de saúde, abastecimento de insumos e investimentos em medicamentos, na área de saúde mental, exames complementares e equipamentos.

“Vários pontos foram discutidos, entre eles, a segurança das unidades, ronda de vigilantes, que é algo mais do que necessário, pois há vários relatos de criminalidade nos estacionamentos dos hospitais”, relata Tadeu Calheiros, presidente do Sindicato. Ainda segundo o Simepe, foi prometido pela prefeitura o melhoramento em 18 pontos, mas apenas um deles foi entregue.

A remuneração dos médicos municipais é um outro item questionado pelos grevistas. Eles pedem novos concursos públicos para aumentar o quadro de profissionais, o que havia sido prometido pela Prefeitura para o segundo semestre deste ano, mas não foi cumprido. A equiparação do salário, que está 4.91% a menos que o dos profissionais de saúde do Estado, também é outro ponto discutido.

Nova Assembléia
Nesta quarta-feira (10), às 9h30, uma nova assembleia geral deve ocorrer para decidir o rumo da paralisação. A reunião ocorre no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife.

Residentes do HGV já estavam em greve
Os médicos residentes do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, decidiram voltar da greve e normalizar os trabalhos e atendimento no último dia 24. A paralisação aconteceu para denunciar as condições precárias de atendimento, a falta de insumos básicos para a realização de procedimentos médicos e a ausência de medicamentos.

O HGV também se posicionou sobre a paralisação dos residentes através de uma nota. A direção explicou que veio dialogando com os representantes da categoria para resolver a situação e, com isso, não prejudicar os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Conversamos com os residentes, o pleito deles era extremamente bem-feito e 70% a 80% foi resolvido”, disse o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa. “A gente tem um problema no teto que envolvia uma licitação e isso foi resolvido desde sexta-feira da semana passada”, completou. O hospital também garantiu que, durante a greve, os procedimentos cirúrgicos foram realizados pelos preceptores, dentro da capacidade da equipe.

De acordo com a residente Gabriela Calado, a categoria decidiu voltar às atividades por algumas demandas terem sido atendidas. “O diálogo foi firmado entre a direção, a Secretaria e os estudantes e, embora a gente tenha muito o que lutar, a gente está com uma boa perspectiva de ser atendido”, afirma.”Alguns medicamentes já chegaram, mas ainda falta desfibrilador em alguns andares, equipamentos para videolaparoscopia, mas são ajustes que estão em andamento”, completa.

Fonte: Tv Jornal

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