A epidemia de dengue, zika e chikungunya também afetou doações no Hemope. Com o temor da transmissão pelo sangue, em investigação, a Organização Mundial de Saúde recomendou procedimentos mais rígidos, o que já vem sendo adotado. Doadores que tiveram quadros virais nos últimos dois meses estão sendo recusados, como quem foi notificado com zika e chikungunya. Se houver infecção simples de dengue, a restrição dura um mês. Já em pacientes que tiverem dengue hemorrágica, o sangue só pode ser coletado após seis meses. “Das 50 pessoas que atendi, cerca de oito delas foram inaptas a doar”, explicou o médico da triagem da unidade do Recife, Gaspar Holanda. Entre as poucas que realizavam a doação, estava a estudante Laís Moura. “Vim a pedido de uma amiga. Ainda não tive nenhuma dessas doenças”.
A gerente do hemocentro, Anna Senna, diz que o avanço das arboviroses é preocupante no que se refere à redução dos estoques de sangue, embora evite criar uma relação de causa e consequência. Atualmente, há bancos vazios, como o do sangue O+. O tipo A- só tem duas bolsas. O A+, o mais comum, e o B+, seis. “O numero de doações caiu no período normal, que é o de férias e carnaval, e o surto coincidiu. O percentual de triagem clínica impede cerca de 2% dos pacientes a realizarem a doação”, diz.
Fonte: Folha de Pernambuco



