Pesquisadores brasileiros e estrangeiros estão reunidos, desde terça-feira, em encontro na Fiocruz Pernambuco, para discutir estudos que analisam a evolução de crianças com microcefalia e a frequência com que gestantes infectadas pelo zika podem dar à luz bebês com a malformação. A expectativa é padronizar os protocolos de investigação dos casos entre os países da América Latina, a fim de que possam ser usados os mesmos critérios nas pesquisas em andamento.
O epidemiologista Ricardo Ximenes é um dos pesquisadores envolvidos com os estudos de longo prazo. Ele se dedica a investigar mulheres que, durante a gestação, apresentarem manchas vermelhas na pele (um dos sintomas de zika), além de grávidas sem esse quadro clínico. “Queremos conhecer a probabilidade de a gestante que tem infecção pelo zika ter um filho com microcefalia”, diz Ximenes, professor da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade de Pernambuco.
Estudo publicado na revista científica The Lancet indica que mulheres infectadas pelo vírus nos primeiros três meses de gestação têm 1% de chance de ter um bebê com microcefalia. A estimativa foi baseada no surto de zika na Polinésia Francesa. “Esse percentual deve ser maior em Pernambuco, mas ainda não dá para arriscar um número”, acredita Ximenes.
Fonte: Jornal do Commercio



