O Recife confirmou o primeiro caso de zika vírus deste ano. Uma mulher de 24 anos, moradora do bairro de Tejipió, foi infectada no mês de janeiro, mas o resultado dos exames só ficou pronto neste mês. A paciente estava gestante e apresentou os sintomas nos últimos três meses de gestação.
Exames descartaram a microcefalia, condição que vem sendo associada ao surto da malformação, na criança. Neste ano, a capital pernambucana tem 316 casos suspeitos de microcefálicos, dos quais 116 atendem aos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e 56 estão confirmados.
De maneira geral, há um crescimento nos casos de arborviroses. A cidade tem 12,9 mil notificações de dengue, chikungunya e zika. Esse valor é 8,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os bairros de Santo Antônio e do Recife mantêm a liderança com o maior coeficiente de incidência para arboviroses, nas últimas oito semanas.
Em 2016, até o dia 2 de abril, o Recife registrou 2,7 mil casos suspeitos de zika vírus. O número é 17% maior do que o registrado na semana anterior. Também houve um aumento nos casos de óbitos, que saltaram de 31 para 40 em investigação em uma semana.
Mais duas mortes por chikungunya também foram confirmadas pela Secretaria de Saúde do município. Uma delas referente a um homem de 94 anos, morador do bairro de Cajueiro, falecido em fevereiro, e outra de uma criança de um ano, moradora do bairro da Caxangá, em março. A média de evolução dos óbitos é de sete dias e de idade 69 anos.
Na próxima semana, representantes da cidade se reúnem com integrantes da Secretaria de Saúde do estado para discutir o manejo clínico dos pacientes com chikungunya. “A alteração do nível de óbitos preocupa. A nossa orientação é de que aquelas pessoas com sintomas sugestivos como dor intensa procurem as unidades de saúde mais próximas e evitem a automedicação”, ressaltou a secretária Executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.
Fonte: Diario de Pernambuco



