Com a volta da circulação da influenza A (H1N1), os profissionais de saúde começaram ontem a ser imunizados contra a virose. A vacinação foi estendida também a profissionais de creches, abrigos e a pessoas internadas em hospitais. O intuito é prevenir esse grupo de risco da epidemia que está surgindo. De acordo com o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, o alvo da pré-Campanha de Vacinação contra a Influenza, que vai até o próximo dia 29, é um pouco menor do que da campanha regular de vacinação, que vai ter início no próximo dia 30. “Esta primeira fase é a de pré-campanha e tem um foco menor, mais específico, como profissionais de saúde, idosos em instituições de longa permanência ou acamados” explicou Jailson.
Entre os grupos que serão imunizados ainda na pré-campanha, estão crianças com idades entre 6 meses e 5 anos, que estejam estudando em creches, profissionais de saúde e idosos em instituições de longa permanência ou acamados. É importante para que os profissionais de saúde sejam vacinados já que têm acesso constante a pessoas doentes e, além de prevenir a contaminação, também não transmitem. Todos os postos de saúde com vacinação da cidade terão os imunizantes contra a gripe.
Ainda de acordo com o secretário, a partir do dia 30 de abril, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos incompletos, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres grávidas ou que deram à luz em até 45 dias, pessoas com doenças crônicas ou imunodeficiência e que receberam recomendação médica, indígenas, menores em penas socioeducativas e presidiários receberão a vacina. A meta é imunizar 80% dessas populações, totalizando 265 mil pessoas só no Recife. Segundo o secretário, foram recebidas doses suficientes para imunizar o público-alvo e, apesar de não se vacinar toda a população, a circulação do vírus reduzirá consideravelmente.
Para a coordenadora municipal do Programa Nacional de Imunização (PNI), Elizabeth Azoubel, a imunização contra a gripe ajuda a diminuir os casos de quadros de pneumonias e outras doenças relacionadas ao sistema respiratório. “Esses grupos que são tidos pelo Ministério da Saúde como prioritários, sofrem mais com as complicações da gripe. Com a vacinação, diminuem as complicações, diminui o número de internamentos dessas pessoas”, pontuou.
Elizabeth também explicou que, num mundo ideal, seria recomendável imunizar toda a população, independente mente dos grupos de risco. “Infelizmente não temos produção de vacina para a população toda. Por isso que se priorizam os grupos nos quais a gripe pode causar mais danos”, contou.
Por conta do medo de surto da gripe H1N1, principalmente após a confirmação de 32 casos no estado, houve um aumento de procura pela vacina em clínicas particulares, mesmo após o aviso da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de que não há necessidade para alarme. Em uma clínica localizada no Parnamirim, a dose do medicamento, que imuniza contra vários subtipos de gripe, custa R$ 110. Apesar das confirmações dos casos em Pernambuco, não foram registradas mortes relacionadas à doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, na campanha do ano passado, foram vacinados mais de 84% do público alvo, ultrapassando a meta de imunização de 80% das 49,7 milhões de pessoas.
Fonte: Diario de Pernambuco



