H1N1 mata criança de Pernambuco

Pernambuco entrou para as estatísticas de morte por H1N1, neste ano, do Ministério da Saúde. Uma criança nascida no estado contraiu a doença – em surto em alguns locais do país – durante internamento em um hospital de São Paulo e faleceu.

Os dados foram computados para Pernambuco, que tem outros 11 casos de H1N1 confirmados neste ano, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem pelo ministério. Números atualizados da doença no estado serão divulgados hoje, em boletim sobre as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) da Secretaria Estadual de Sáude.

Ontem, o órgão esclareceu em nota que a criança tinha um ano e estava internada há cerca de 11 meses em São Paulo. A SES ressaltou ainda que o paciente “possuía comorbidade, o que provocou o agravamento do quadro e culminou no óbito, que ocorreu na capital paulista”, sem dar detalhes sobre qual o tipo de enfermidade associada e nem em que mês a criança morreu. De acordo com o boletim da semana passada, divulgado por Pernambuco, quatro mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves estavam em investigação.

Mais quatro casos de SRAG teriam sido registrados, segundo o ministério, no estado. Agora, são 158 em Pernambuco. No mesmo período de 2015, foram notificados 223 casos de SRAG, dos quais sete evoluíram para óbito. Não houve confirmação para H1N1. Dentre os estados dos Nordeste, Pernambuco é o que tem mais casos de SRAG neste ano, respondendo por 34% das notificações de toda a região.

Em uma semana, 326 novos casos de influenza AH1N1 foram notificados no Brasil. O país tem agora 1012 registros da doença, com 153 óbitos – 51 a mais do que na semana passada. O estado com mais mortes é São Paulo (91), seguido de Santa Catarina (10) e Goiás (9). Sete em cada 10 vítimas apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, como doenças associadas, fato que agravou o quadro da criança pernambucana.

A vacinação de gripe começou na última segunda-feira em Pernambuco, apenas para os profissionais de saúde. Ontem, a distribuição para estudantes de medicina chegou a ser interrompido no Hospital das Clínicas, na UFPE, provocando tumulto. Segundo alguns alunos do sexto ano, uma pessoa avisou sobre uma mudança no protocolo de imunização interrompendo uma fila grande formada na unidade. “A gente faz estágio curricular obrigatório no hospital e lida diretamente com o paciente”, relatou um estudante.

A SES informou que a estratégia de vacinação é de responsabilidade dos municípios. O Recife afirmou que pode ter ocorrido uma discrepância entre os números repassados pela unidade e a quantidade de vacinas. A imunização para os grupos de risco começará na próxima segunda-feira na capital. Hoje, às 9h, haverá sensibilização para influenza, na Unidade de Saúde da Família Coelhos I. Pernambuco recebeu até então 941 mil doses da vacina.

Em Jaboatão dos Guararapes, serão imunizadas 131 mil pessoas. Em Olinda, algumas unidades já oferecem a vacina. “Nossa prioridade nesta semana são os profissionais, mas vacina é oportunidade e não podemos negar aos grupos de risco”, ressaltou a coordenadora de imunizações Lídia Melo.

Quadro atual

Panorama no Brasil

  • 8,8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
  • 717 óbitos

Influenza H1N1

1012 casos (13x mais do que os registros de influenza B)
153 óbitos (25x mais do que os registros de influenza B)

Em sete dias, foram registradas mais 51 mortes
Em sete dias, foram registrados mais 326 novos caso

Óbitos por influenza no país

São Paulo 91
Santa Catarina 10
Goiás 9
Rio de Janeiro 8
Rio Grande do Sul 6
Minas Gerais 4
Pará 3
Bahia 3
Distrito Federal 3
Mato Grosso do Sul 3
Mato Grosso 2
Paraná 2
Ceará 2
Rio Grande do Norte 2
Amazonas 1
Paraíba 1
Pernambuco 1
Amapá 1
Infecção em outro país 1

Mortes por influenza

  • A mediana da idade das vítimas foi de 48 anos
  • A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,08/100.000 habitantes
  • 70,7% das vítimas apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação
  • 80,8% fizeram uso de antiviral

Vacinação em Pernambuco

941.780 doses já recebidas

Início da pré-campanha para a população inclusa nos grupos prioritários: 25/04

População a ser vacinada: 2.095.962 pernambucanos

Grupos prioritários:

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhador de saúde, idosos (a partir de 60 anos), povos indígenas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos sob medida socioeducativas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Fonte: Diario de Pernambuco

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