Homenagem do Sinmed
Alagoano de Junqueiro, o Dr João Batista Neto concluiugraduação em medicina pela Universidade Federal de Alagoas, aos 25 anos de idade, em 1980. A Residência em Cirurgia Geral foi em São Paulo, no Hospital Heliópolis (do extinto Inamps) entre 1981 a 1983. Fez mestradoem Gastroenterologia Cirúrgica na Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2002.
É membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e costuma associar à medicina aciência, arte e técnica.Costuma lembrar que o objetivo da profissão que escolheu vem do grego, medicina, que quer dizer: posso prestar ajuda! Ajuda a todos! Não importa o sexo, tampouco se o paciente é branco, preto ou amarelo, se é rico ou pobre, ilustre ou pessoa comum. João Batista lamenta que a profissão enfrente um momento muito difícil, com os administradores que se atravessaram entre o doente e o médico, os protocolos de segurança, e cobrança abusiva para gerar lucros à indústria hospitalar e de medicamentos, além de enfrentar também a abertura indiscriminada de escolas de medicina sem controle de qualidade.
Segundo ele, a classe médica não tá sabendo se defender para salvaguardar a responsabilidade sobre a vida, e a partir daí exigir remuneração digna. E acrescenta:‘nenhuma comunidade pode abdicar de ter assistência médica, porque todo mundo necessita de pessoas dedicadas para controlar ou curar sua dor. Precisa de profissionais capacitados no mais elevado nível técnico e científico’.
Gaças a essa base de pensamento, nosso homenageado foi escolhido pelo Sinmed por unanimidade de votos, um reconhecimento valioso da categoria por seu profissionalismo, mas em sua carreira constam diversas outras honrarias, como: moção de louvor pela gerência de atuação à saúde do Hospital Universitário Prof Alberto Antunes; Moção de louvor concedida pela Clínica Cirúrgica do HU/UFAL;Pmílio Athie, auferido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões/SP; Menção honrosa pela contribuição à pesquisa médica (HU/UFAL) e a Biblioteca da Casa da Palavra tem seu nome: Biblioteca João Batista Neto. Filho ilustre de Junqueiro ele também recebeu título de cidadão honorário de Maceió. Além disso: Honra ao Mérito pela Academia Alagoana de Medicina; Destaque em Medicina pela Casa da Palavra; Moção de Reconhecimento pelo Centro de Ciências da Saúde da Ufal; Moção de Louvor pelo Conselho do Centro de Ciências da Saúde da UFAL; Honra ao Mérito na Unidade de Emergência Armando Lages; Honra ao Mérito de alunos do Curso Médico da Faculdade de Medicina da UFAL; e Prêmio Nacional Digesan, concedido pela Revista Residência Médica.
Em seu rico currículo constam títulos como: Especialista em Cirurgia Digestiva pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva; Member Ship da Surgery Society Alimentary Tract (EUA); Especialista em Hepatologia pela UFAL; capacitação para cirurgia laparoscópica pela Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo;membro revisor da Revista Journal Gastrintestinal Surgery of the Surgery of the Society Alimentary Tract(EUA);membro revisor da Revista Hepatology (Baltimore/EUA) – American Association for the Study of Liver Diseases.
Atualmente o Dr João Batista Neto já reduziu o ritmo de trabalho, mas lembra como se tivesse sido ontem suas primeiras experiências. Uma delas foi em Santana do Ipanema, no Hospital Dr. Arsênio Moreira, onde estreou noite de plantão (em julho de 1980). Na madrugada, ele recebeu um senhor de 70 anos, com falta de ar. Rápido, deu o diagnóstico de edema agudo do pulmão (encharcamento dos pulmões por líquido e geralmente por mau funcionamento do coração). Tinha medicamentos, mas não tinha aparelho de aspirar o líquido da boca pra salvar o doente. Improvisou com seringa e pequena sonda. Ficou muito tempo nesse procedimento. Resultado: doente salvou-se. No dia seguinte, entra no hospital um senhor bem vestido e ao encontra-lo perguntou se era o Dr. João Batista. Após ouvir que sim, o homem disse ter ido visitar o compadre e frisou “- ontem morreu o cantor Vinicius de Moraes, no Rio de Janeiro, com edema agudo, no meio de tanto Doutor sabido lá e muito aparelho. Aqui, veja isso, o senhor tão novinho salvou o meu compadre.” A notícia se espalhou e o Dr João Batista ganhou fama.
Foi por gostar de trabalhar muito, e de estudar, que João Batista optou pela medicina, mas teve o incentivo e inspiração nos Professores Doutores Dirceu Falcão e Rodrigo Ramalho para abraçar a especialidade escolhida. Costuma citar, ainda, os Doutores Ítalo Amaral, Carlos Augusto, M. Nepomuceno, Wilson Baía e Robério como interlocutores da mesma geração e Carmen Ramos e Dinalva Rocha, fundamentais ao seu mestrado. Na profissão, seu lema sempre foi o de se apaixonar pelos pacientes e ser para eles uma esperança.
Do casamento com a Dra Emília de Castro nasceram as duas filhas – hoje uma engenheira e a outra advogada. Ah, vale lembrar que há algum tempo nosso homenageado minimizou sua jornada, mas ainda ensina Módulo Digestório no Curso deMedicina da UFAL e opera no Hospital Universitário/UFAL. Como concursado, foi do quadro de médicos do Ministério da Saúde; concursado da Funglaf (Fundação Governador Lamenha Filho) – classificado em 1º lugar da Unidade de Emergência Armando Lages; foi médico da Fundação de Saúde de Alagoas (Hospital Arsênio Moreira, de Santana do Ipanema, Boca da Mata; Posto Assis Chateaubriand, no Tabuleiro do Martins e em Chã da Jaqueira). Entrou para a equipe de cirurgião do Hospital Unimed classificado em concurso no segundo lugar. Fez consultório na Clindor, Harmony e na Coopmed (Hospital Arthur Ramos). Cerca de 8.000 pessoas passaram por seu bisturi; 2.800 foram por ele formados e 98 médicos especializados em Cirurgia Digestiva e Geral, junto com os colegas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas e do Hospital Universitário.
Entre os livros que já publicou constam: Condutas em Cirurgia de Urgência; Cirurgia de Urgência – Condutas. Revinter: Rio de Janeiro, 1999, adotado em várias escolas médicas do país. Outra obra: Uma Vez Médico, Medicus in Aeternum; além de ter vários artigos científicos publicados, citados em referências de teses da Universidade da Bahia, da USP e da Universidade de Brasília, também no Egito, na China, Europa, etc; consultor de revistas médicas da Associação Médica da Arábia Saudita (Riad), Xangai, na China e EUA.
A Dra Cledna Melo também foi homenageada
Cledna Melo é daquelas profissionais que ama o que faz, e é tão perfeccionista que até hoje não abre mão de ensinar seu ofício. Já ajudou a formar obstetra de diversas gerações, e cobra que cada um seja atento aos detalhes que a atividade exige. Não perde uma chance sequer de se atualizar. Estuda como se ainda fosse uma iniciante – ávida pelo saber. Participa de todos os congressos da sua área, e sempre está a par das publicações mais recentes, recorre às mais diversas fontes para pesquisar novos procedimentos, técnicas e evolução de medicamentos recém- lançados. Costuma frisar que ao longo de sua experiência na sala de aula aprende muito com os alunos. Bastante modéstia, ela não se prolonga quando afirmamos o quanto os Residentes admiram a mestra e todo o seu saber científico.
É preceptora da Residência em Obstetrícia na Santa Casa de Maceió e também leciona no curso de Medicina da UFAL. No início da carreira deu centenas de plantões, de maternidade em maternidade, mas de um tempo para cá se aposentou de alguns compromissos, mantendo firme a dedicação ao ensino. Ah, também atende gestantes em seu consultório particular – faz todo o acompanhamento, mas na hora do parto encaminha a parturiente para os colegas. Feliz de quem faz com ela o pré-natal! A Doutora é daquelas que segue à risca todas as precauções recomendadas no mundo inteiro para o bem-estar da criança e da futura mamãe.
Graças a sua capacitação, doçura e paciência, Cledna só colhe elogios onde quer que passe. É querida e respeitada pelos colegas, amigos, alunos, clientes e até pelos filhos das pacientes, que muitas vezes tem curiosidade de lhe conhecer somente para lhe dar um abraço de gratidão. Mãe de um casal, ela sabe bem o que é a emoção de gerar vidas, cuidar, criar e amar incondicionalmente os filhos, mas reconhece que a maternidade requer vocação, exige renúncia, muita responsabilidade e custo, todavia considera compensador.
Para quem escolhe a obstetrícia, a Dra Cledna costuma alertar que essa especialidade da medicina é das menos lucrativas, porém, tem um retorno emocional ímpar. Quem sabe é justamente por isso que ela nem pensa em um dia pendurar o jaleco? Parabéns Dra Cledna!!
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed)



