Com 160 anos, o Real Hospital Português (RHP) é pioneiro em vários segmentos da saúde em Pernambuco e também no Nordeste. Cravado no coração do Recife, surgiu com a intenção de prestar assistência à população que estava mergulhada numa epidemia de cólera e que precisava de assistência, além de soluções para aplacar o surto. Consolidou-se ao longo do tempo. Em 2009, alçou novos patamares com a implantação da residência médica.
Primeiramente, foi a especialização em geriatria. Depois, a clínica. Hoje, já são nove cursos, por onde já passaram 75 profissionais em formação continuada, 27 com a especialização já concluída.
Os dados mostram que o RHP é a principal instituição privada de saúde em ensino e pesquisa. “O hospital tomou a decisão de avançar nessas áreas porque entende que é uma prioridade”, destacou a diretora médica do RHP, Maria do Carmo Lencastre.
A especialista, que é geriatra, comentou que grandes nomes da medicina com atuação acadêmica faziam parte do corpo hospitalar. Isso preparou o terreno para que o RHP abrigasse a especialização. “O hospital também é um lugar de estágio de universidades conveniadas para estudantes nos últimos anos, como dos cursos de medicina, farmácia, enfermagem, psicologia”, contou.
Não foi difícil adaptar a rotina de ensino no hospital, que dispunha de profissionais gabaritados para a formação, recursos tecnológicos de ponta e muitos pacientes. “Víamos com pesar que nossos recursos não estivessem a serviço da formação na região. Sabemos que a rede pública tem dificuldades e não tem recursos diagnósticos.”
O Programa de Residência Médica do RHP foi o primeiro credenciado em geriatria no Estado, por meio da Comissão Nacional de Residência Médica. Hoje, a instituição dispõe ainda de pós-graduação em Ortopedia e Traumatologia, Clínica Médica, Nefrologia, Medicina Intensiva, Medicina Nuclear, Cancerologia, Cardiologia e Cardiologia Pediátrica. Em pesquisa, a instituição está caminhando para estudos de base. Já iniciou estudos observacionais. Possui um centro de dados epidemiológicos que dá suporte a levantamentos do SUS.
O hospital investiu na construção do primeiro Centro de Simulação Realística do Estado, com vistas ao treinamento da assistência integral aos pacientes. Com dois anos, o espaço terá ajudado, até o fim de 2016, na aprendizagem de 2,5 mil funcionários. O centro simula experiências que podem ocorrer no dia a dia do profissional e que vão exigir aptidão e rapidez .
Para tanto, são usados robôs, que interagem com o médico, e manequins no ambiente que imita o leito. O RHP conta com um simulador realístico avançado (robô), quatro simuladores de suporte básico de vida (manequins), dois manequins pediátricos, duas cabeças para intubação adulta e duas de criança. Há ainda um torso para exercícios de pulsão venosa central, dois braços para pulsão venosa periférica e uma pélvis para sonda vesical.
Fonte: Folha de Pernambuco



