Investigações para síndrome congênita do Zika são ampliadas

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) lançou, nesta segunda-feira (14), as Diretrizes de Vigilância Epidemiológica da Síndrome Congênita relacionada à Infecção pelo Vírus Zika (SCZ). A criação do documento já tinha sido antecipada pela Folha de Pernambuco há cerca de um mês. Com ele, haverá a atualização das recomendações de notificação e classificação de casos da SCZ e óbitos das crianças pelo vírus zika.

Uma das principais mudanças é a inclusão das crianças maiores nos casos de investigação, uma vez que tem se verificado o aparecimento de complicações tardias relacionada ao vírus. O diretor geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech, explicou com a ampliação do perfil a tendência é de que o número de pacientes monitorados aumente. O gestor ainda destacou que a partir de agora o descarte definitivo de casos suspeito só aconteça da partir dos 3 anos de idade das crianças com suspeita da SCZ.

No novo documento, a SES reforça a importância do registro correto dos casos também nos sistemas de informações de nascidos vivos e de óbitos, para auxiliar nas posteriores investigações. Também foram inclusos mais elementos na ficha de investigação como desconformidades craniofaciais e testagens sanguíneas, além dos exames de imagem com alterações neurológicas. Este ano já foram notificados 119 casos da síndrome, sendo quatro confirmados, 85 em investigação e 30 descartados. Desde 2015 até hoje são mais de 2,3 mil casos suspeitos com quase 420 confirmados. .

Fonte: Folha de Pernambuco

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