Uma reivindicação é comum às mães de bebês com microcefalia entrevistadas pela Folha de Pernambuco: todas querem mais tempo para se dedicar aos seus filhos. A operadora de caixa Roseane Alves, 31, mãe de Rackelly, 3 meses, vive ansiosa com a proximidade do fim da licença-maternidade. “Ela depende de mim. Só mama. Vou ver com o médico como podemos fazer”, comentou.
Roseane defende que o Governo Federal crie uma licença-maternidade ampliada para as mães de bebês com microcefalia. “O certo seria expandir esse prazo”, avaliou.
Hoje a regra geral são quatro meses (por lei). Instituições que aderiram ao programa Empresa Cidadã concedem seis meses – o INSS paga os quatro meses e a empresa os outros dois. Sobre a possibilidade de ampliar o prazo para as mães de bebês microcéfalos, Ney Araújo comenta que o cenário atual de microcefalia pode reabrir esse debate. “Em 2015, já se falava de uma extensão do período para os bebês nascidos prematuramente. Deve voltar à pauta agora”, destaca o advogado.
Fonte: Folha de Pernambuco



