
Uma mulher denunciou a falta de atendimento especializado para o filho, que teve paralisia cerebral, em Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco. A consulta deveria ser de direito da criança, mas, segundo a mãe, toda semana ela precisa vir ao Recife com o filho para receber o atendimento, pois a cidade onde mora não oferece o suporte necessário.
São 700 quilômetros de estrada entre Lagoa Grande e Recife, caminho feito semanalmente para que o filho consiga realizar o tratamento na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). De acordo com a dona de casa Jucineide Santa de Caldas, o roteiro de viagem dura mais de 12 horas, dentro de um ônibus, que nem sempre tem assento preferencial para o filho.
“Já pedi diversas vezes a prioridade dele, mas foi negado. Sempre tem cadeira e poltrona trocada, um transtorno e sufoco de tudo. Já cansei. Isso aqui foi um pedido de socorro”, afirma. A situação do filho foi denunciada em forma de vídeo, gravado dentro do próprio coletivo.
Resposta
A empresa Progresso esclareceu que as quatro poltronas preferenciais disponibilizadas já estavam ocupadas no momento em que Jucineide retirou o bilhete dela e do filho. Assim, a mãe e o garoto foram encaminhados para outros assentos disponíveis.
Já a Secretaria de Saúde de Lagoa Grande informou que o município oferece atendimento de fisioterapia e fonoaudiologia na cidade. Para aquelas especialidades que a Prefeitura não possui, como gastroenterologistas, os pacientes são encaminhados para o hospital de referência mais próximo. Nesse caso, seria o da cidade de Petrolina, a 50 quilômetros de Lagoa Grande, no Sertão.
Segundo a Prefeitura, a mãe do garoto prefere viajar até o Recife, mas a mulher rebateu essa informação. Ela afirmou, inclusive, que os próprios médicos de Lagoa Grande encaminham o filho dela para o Recife, porque na cidade não há todos os especialistas que ele precisa. São eles gastro, neurologista e ortopedista. Jucineide ainda afirma que a cidade não oferece todos os exames para o filho, por isso enfrenta essa dificuldade em busca de um atendimento decente.
Fonte: TV Jornal



