Mais sete mortes causadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), em apenas duas semanas. O número engrossa as estatísticas de óbitos ainda em investigação, que podem ter sido provocados por diversos vírus, como o influenza AH1N1, por exemplo. De acordo como boletim divulgado no último dia 17 de junho, o número de mortes por SRAG em Pernambuco correspondia a 58. Já no informativo publicado na tarde de ontem, o quantitativo cresceu para 65.
Não houve alterações no número de mortes causadas pela gripe H1N1, que permanece com 14 confirmações, só neste ano. De acordo com o diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos, George Dimech, vários óbitos ainda estão em investigação, inclusive das sete mortes recentes por SRAG. “A investigação leva um período característico, que o laboratório precisa para identificar o vírus. Em tese, os casos em que a investigação laboratorial foi completada,100% deu para H1N1”, disse. Segundo a SES, os óbitos podem ter sido causados por diversos vírus, como adeno-vírus, vírus sincicial respiratório, influenza (AH1N1, AH3 Sazonal, B e vários outros subtipos), parainfluenza (1, 2e 3), e diversas bactérias, além de outros agentes etiológicos, como fungos. Até 25 de junho foram notificados 878 casos de SRAG, com 59 confirmações de influenza AH1N1. Número que, em relação ao boletim divulgado no último dia 17 (que apontava 782 registros), cresceu 10,93%. No mesmo período de 2015, foram notificados 655 casos de SRAG, e não houve confirmação para influenza A H1N1. Dos 65 casos de SRAG com evolução para óbito neste ano, 14 foram confirmados parainfluenza A H1N1. Dessas 14, cinco ocorreram no Recife e duas em Jaboatão. As outras sete foram em Olinda, Caruaru, Palmares, Petrolândia, João Alfredo, São Lourenço da Mata e em Petrolina.
Dentre as medidas simples para prevenir e minimizar o contágio como vírus, George Dimech alerta: “Para quem não é do grupo de risco, a melhor medida é adotar a etiqueta respiratória, que são as precauções como não tossir nas pessoas, após encostar as mãos em locais como corredores de ônibus evitar levá-las aos olhos e boca, e se possível, andar sempre com álcool em gel na bolsa”, disse.
As sete mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde e engrossam as estatísticas de casos em investigação, que podem ter sido provocados por diversos vírus, como o influenza AH1N1. No ano, já são 65 vítimas em Pernambuco.
Fonte: Folha de Pernambuco



