O operador do outro lado da linha disse para Tyler caminhar com a irmã até a casa da vizinha.
Para tornar a situação mais dramática, a vizinha teve que entrar na residência de Semple pela janela, porque a porta da casa da família se fechou quando as crianças saíram de lá em busca de ajuda – a porta é daquelas que tranca por fora automaticamente ao fechar.
“Eu estou muito orgulhosa das crianças por terem mantido a calma. Meus filhos provaram a si mesmos que conseguem lidar com uma situação como essa.”
Semple conta que Tyler tem muita dificuldade para conversar com outras pessoas e que ficar por 10 minutos no telefone para pedir socorro deve ter sido um desafio para o menino.
“Repassar o endereço, receber instruções… Essas são coisas que ele considera muito difíceis.”
A Sociedade Autista Nacional deu a Tyler um certificado pela coragem. Annabella também foi parabenizada por ter dado beijos na mãe e acariciado a mão dela até que os paramédicos chegassem.
A instituição disse: “Muitas crianças com autismo já acham difícil se comunicar com pessoas que elas conhecem, imagina pegar um telefone e falar com um desconhecido.”
O serviço de emergência que atendeu Semple disse que Tyler sabia exatamente o que fazer e que foi muito corajoso “diante de uma situação que deve ter sido assustadora para ele”.
Fonte: G1



