Menino de 11 anos morre com suspeita de meningite pneumocócica no Recife

Um menino de 11 anos morreu com suspeita de meningite pneumocócica no Recife. A criança estava internada na UTI do Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, Zona Norte da cidade, e teve morte cerebral diagnosticada na noite de ontem, falecendo em seguida. O caso foi confirmado pela Secretaria de Saúde do Recife.

A criança morava no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, e estudava no Colégio Maria Auxiladora. Também segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a escola, localizada no bairro das Graças, está com as aulas suspensas nesta quinta-feira apenas para a realização de um trabalho de higienização, e não deverá ser interditada.

O secretário de saúde do Recife, Jailson Correia, garantiu que não há motivo para pânico: “A Vigilância Epedimiológica está acompanhando de perto o caso. Não há nenhuma mudança de padrão. O tipo de bactéria suspeita não tem uma alta taxa de transmissão de  pessoa a pessoa, mas surge geralmente quando uma infecção, como de ouvido, não é tratada corretamente. Não há razão para interdição da escola e uma equipe fará palestras aos pais falando das medidas necessárias”.

O secretário também afirma que a vacina para a doença está disponível na rede pública. “Desde 2010 é oferecida para crianças abaixo de dois anos na rede pública. É compreensível a preocupação, mas é necessário serenidade. É lógico que temos que chamar a atenção para o surgimento dos sintomas: manchas no corpo, que não desaparecem quando apertam, dor, tosse…nesses casos, é necessário procurar os serviços de saúde”, afirmou Correia, em entrevista à TV Clube.

A meningite pneumocócica pode levar a infecções graves nos pulmões (pneumonia), no sangue (bacteremia – disseminação da bactéria pelo sangue / sepsis – infecção generalizada) e na membrana que reveste o cérebro (meningite). Bacteremia e meningite são infecções pneumocócicas invasivas, normalmente muito graves, que levam à hospitalização, ou, até mesmo, à morte.

As bactérias são disseminadas por gotículas de saliva ou muco como, por exemplo, quando as pessoas infectadas tossem ou espirram. Estas pessoas podem ser portadoras do pneumococo sem apresentar sinais ou sintomas da doença, mas podem infectar outras pessoas. Os portadores mais frequentes são as crianças pequenas. A prevenção, por meio da vacina contra a doença pnemocócica, é a melhor maneira de se proteger contra o pneumococo.

Fonte: Diario de Pernambuco

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