Estão em investigação no Brasil 3.670 casos suspeitos de microcefalia, segundo boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. O número representa 76,7% das notificações. Ao todo, 4.783 casos suspeitos da malformação foram registrados até o dia 30 de janeiro. O novo boletim revela também que 404 casos já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central. Desses, 17 têm relação com o vírus zika. Outros 709 casos notificados já foram descartados. Em Pernambuco, são 153 casos confirmados e 135 descartados. Dessa maneira, 1.159 casos permanecem em investigação no Estado.
No total, foram notificados 76 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo). Destes, 15 foram investigados e confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central, sendo que cinco tiveram identificação do zika no tecido fetal. Outros 56 continuam em investigação e cinco já foram descartados.
Segundo o Ministério da Saúde, os 404 casos confirmados foram registrados em 156 municípios de nove estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados. O Estado de Pernambuco continua com o maior número de municípios com confirmações (56), seguido do Rio Grande do Norte (31), da Paraíba (24), da Bahia (23), de Alagoas (10), do Piauí (6), do Ceará (3), do Rio de Janeiro (2) e do Rio Grande do Sul (1).
Até o momento, estão com circulação autóctone do vírus zika 22 unidades da federação. São elas: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O Ministério da Saúde anuncia, nas próximas semanas, a notificação compulsória dos casos identificados como infecção pelo zika no Brasil. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) não contabiliza o número de casos de infecções pelo vírus.
Fonte: Jornal do Commercio



